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14 agosto 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #22

A memória mecânica é uma coisa curiosa
Usei o PC coxo, de onde escrevo agora, muito mais tempo que o PC que morreu. É engraçado perceber como a memória mecânica das minhas mãos a teclar ainda está neste PC e não no outro, que utilizava muito mais, desde que o comprei. Resumindo: teclo muito mais depressa neste, que ainda por cima ainda tem a opção NUM PAD, que me permite inserir caracteres diferentes ☺ Agora é relembrar-me dos códigos dos que usava mais, que desses esqueci-me.Também tenho de criar uma nova rotina, pois este PC é coxo porque há uns anos o ecrã deixou de funcionar. Felizmente ainda tenho o monitor do meu antigo desktop, já morto e esventrado para peças, e pude ligá-lo ao monitor. O chato é que perdeu a portabilidade, acho que nem consigo ligá-lo à TV para ver filmes, snif :'( Tenho de fazer a experiência um dia destes, mas acho que não tem saída HDMi. Só hoje comecei a actualizar certas coisas neste PC, para o poder usar para trabalho e afins.

Esta semana fui de autocarro visitar o meu pai e correu tudo de forma tranquila. O autocarro que apanho, quase directo, ia quase vazio e na volta estava nas mesmas condições, mas evitei a hora de ponta. Tentei fazer as fotos da Lonesome Cowgirl, mas de todas as semanas que poderia ter escolhido para o fazer, tinha de escolher aquela em que ficou mais fresco e o por-do-sol era em tons de azul e cinzento. Nada de laranjas e cor-de-rosa. Vou fazer a sessão amanhã cá em casa, até já fiz um cacto em feltro para compor a paisagem. Estou quase a terminar o Heart of Darkness, "The Horror! The Horror!" Amo a escrita do Conrad, tenho de ler mais livros dele.

Almocei fora (sem contar com a ida à IKEA) pela primeira vez, num restaurante, como manda o figurino. Pizza :9~ Mas envolveu uma luta com o dispensador de gel, que o dispensava em todas as direcções menos as mãos. x_x Começo também a achar que há muito gel aldrabado em muitas lojas e afins...
Esta semana fiz as compras no Lidl, fui a pé e voltei de comboio. Também foi tranquilo e já não me canso tanto, como antes. A descida de temperatura contribuiu, mas também ando a mexer-me um bocadinho mais.
Também já ando a organizar a logística cá de casa para o trabalho no IndieLisboa, mas este ano vai ser super calminho e vou ter montes de tempo livre, por comparação.

Por uma certa inércia, só tenho visto filmes e séries na TV, portanto não tenho grande coisa a acrescentar.

17 julho 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #18

ainda há esperança para a humanidade...

Ui, que calooor!

Detesto calor, detesto o Verão, usar máscara com o calor custa muito mais! Esta semana chegou uma vaga de calor que me deixou KO. Mesmo assim fui almoçar com a minha mãe à IKEA, e provavelmente será dos sítios mais seguros para almoçar fora, nestes tempos pó calypticos. Para além do controlo de número de clientes, profusão de gel desinfectante por todo o lado, a eliminação do self-service e nós também nos termos prevenido - fomos cedo e à de Loures, que é mais civilizada - contribuiram para uma ingestão de almôndegas em sossego.
Mas na loja, dos clientes, já não se pode dizer o mesmo. A IKEA continua a ser a Disneylândia, continua a haver uma percentagem alta de pessoas que vão lá passear com bebés e, apesar das várias recomendações de distanciamento social, seguir os pecursos assinalados, etc. etc. etc.  fomos várias vezes abalroadas por grupetas de gente que, apesar de a loja estar bastante vazia, tinham de passar encostadinhas a nós. PacMan! Eu, que não tinha objectivo de comprar lá nada, acabei por sair de lá com uma panela e duas frigideiras, para substituir as minhas, já moribundas, e não ultrapassei os €20! O gel na IKEA cheira mal, mas não cheira a bagaço nem a álcool.
Mental note: não voltar a comprar o gaspacho do Lidl... não tem tempero :(
Apercebi-me agora, foi a primeira vez que saí do concelho de Lisboa desde o início do Pó Calypso! No caminho reparei que construíram uma ponte ciclo pedonal em madeira lindíssima na Calçada de Carriche, a coisa mais bonita naquela rua!

Por casa, o trabalho continua a revezar-se, só tenho visto as séries do costume e retomei o Naruto (Shippuuden), via SIC Radical, mas aquilo dobrado em português é estranho, dattebayo! - PORQUÊ!? Também vi o Fistful of Dollars, com o Clint Eastwood. Estou a ter um novo gozo em ver western spaghetti. Estava à espera de, com a morte de Ennio Morricone, aparecerem uns quantos nos canais de cabo, mas nem por isso. Ah, e ando viciada nos canais de YouTube Adam Savage's Tested e Bernardette Banner.

Esta semana não tenho Top Máscara, mas tenho visto muitos, demasiados, narizes de fora. Ah, terminei a máscara gato-vampiro e outra com o resto tigrado da yukata da Lum. Só falta acabar a de mar e tenho já uma boa colecção que me permite trabalhar fora de casa, quando se der a ocasião. Quero comprar uma caixa de madeira no chinês para as pôr, a que tenho é pequena.

10 julho 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #17


Vi o meu pai e comi sardinhas!
Ao fim de 17/18 semanas, finalmente estive com o meu pai. Ele veio buscar-me de carro, pois ir a casa dele implica apanhar 2 linhas de metro ou um autocarro, para uma zona que tem tido muitos passageiros. O bairro onde ele mora, onde morei na minha infância, é bastante tranquilo, mas chegar até lá pode não ser e, por causa da idade dele, não quero arriscar, já é risco suficiente eu estar com ele.
Estes novos comportamentos sociais não são fáceis de gerir, sobretudo quando a cidade não está devidamente preparada. Infelizmente há quem tenha de apanhar esses transportes todos os dias, mas também por essas pessoas, prefiro não ser mais uma, já que é coisa que não TENHO de fazer.
Percorremos todos os restaurantes nas imediações, a escolher o que almoçar, o polvo à lagareiro infelizmente tinha acabado de esgotar, mas havia sardinhas assadas e não estavam más. Pelo menos soube bem. Também fomos à velha mercearia do bairro, o Tó Zé, que achei super decadente, com as prateleiras meio vazias, mal conservado, e, apesar de ter gelados da Olá, o nosso objectivo era uma sobremesa, não tinha embalagens de litro. Lembro-me do Tó Zé sempre bem aprovisionado, quase com os produtos a transbordar para a rua, tive alguma pena de ver a mercearia com um ar tão deprimente.
Ao deixar-me perto de casa, aproveitei para ir comprar umas coisinhas que se tinham acabado ao outro bairro vizinho, na realidade o bairro vizinho mais próximo, a Picheleira/Olaias, que já pertence à freguesia do Beato. Outro bairro onde pouca diferença notei nas pessoas, mas não permaneci muito tempo.

Por casa tenho andado ocupada com trabalho, mas vou infiltrando uma ou outra tarefa, como finalmente tratar da peruca da Yuuko, a precisar de cuidados desde Fevereiro. Já está toda penteadinha e levou com o ferro. Aproveitei para dar um jeitinho com o ferro às pontas espetadas da peruca nova da Hokuto, que ficou bem melhor. O próximo vai ser o vestido de veludo, que não pode ir à máquina, eu estava à espera do calor, para lavar à mão as partes que se sujam mais. Tenho feito limpeza superficial, com dodots, etc. sempre que o uso, mas agora já fede >_<

Na TV, vi o filme Atomic Blonde, um filme de espionagem no finzinho da Guerra Fria, passado em Berlim, em 1989, e gostei mais do que estava à espera. Passados 2 episódios, estou a gostar de Good Girls Revolt, Agents of S.H.I.E.L.D. deu uma reviravolta interessante e as outras séries que estou a ver não valem ser mencionadas., excepto o MacGyver, que está a ser uma experiência interessante. Nada de anime, não tenho tido tempo.

24 junho 2020

Secção Almada - Semana #14





Temos de voltar ao confinamento, menos eu, que tenho de trabalhar

Confesso que estou imensamente, extremamente, muitomente farta de trabalhar. Preciso com urgência de ajuda e nem recebo nenhum currículo. Diz que os meus colegas querem ir todos para o estrangeiro, onde podem fazer internatos e residências e ganhar 4k de euros por mês, com casa e carro e telefone pagos. Eu cá só queria que se mantivessem aqui na tuga, a apanhar sol e a ir à praia, que isso não há lá nas inglaterras onde pagam bem e quês.

Fora isso, tem estado tudo regular. Tenho tido ensaios em modo hardcore, quase todos os dias, com as regras de distanciamento social e tudo e tudo. Vai ser um teatro muito estranho, em que o público não vai poder conviver no foyer, e vão estar todos de máscara ao longo da peça.

Fora isso, não consigo fazer nada de nada, absolutamente nada, todas as obrigações a que me comprometi são *boca* porque a trabalhar que nem uma desalmada e a ensaiar como uma mula de carga só me sobra tempo para dormir e, de quando em quando, ver um anime, ou um filme. Falando nisso, terminei "Argento Soma" e agora estou a actualizar os semanais, sendo que entretanto terminei "Arte", que foi simpático mas nada de especial, e agora estou encantada a ver "Fruits Basket", um dos animes mais importantes para a minha formação pessoal cujo remake está a sair agora.

Em termos televisivos continuamos com "Sete Palmos de Terra", que é muito emocionante, e ontem apanhámos na televisão o "Predador 2", que foi muito engraçado. Realmente o predador tem cara de vulva. Por livros, estou a ler "Handi-Gang", um livro em francês sobre pessoas com limitações físicas que estão a tentar revolucionar a França por maior acessibilidade.

Supostamente hoje voltamos aqui na área da Grande Lisboa e Vale do Tejo a confinar e a fechar tudo às oito, para minha grande frustração que já andava a sair à noite e que já andava a ir ao café. Da última vez que saí de forma nocturna encontrei vários grupos de jovens inconscientes que se cumprimentavam com beijos molhados e abraços, dizendo "olhó cóvido!" como se fosse algo que não existisse. De certa forma, quase que parece que o coronga foi inventado, porque continuo sem conhecer ninguém que tenha sido apanhado por ele. Fora o dono do restaurante "Galo", que fechou o restaurante porque apanhou o coiso, segundo o papel que está na porta.

Fui jantar com o meu pai mesmo antes deste pós-confinamento. Vai por a minha irmã mais nova na mesma escola onde eu estive, e onde me arruinaram a saúde mental, a auto-confiança e a minha fase de sociabilização, inviabilizando-me permanentemente como ser humano social e normal. Consegui evitar dizer à miúda que nessa escola não pode ter o cabelo cor de rosa. Espero que a expulsem de lá rapidamente. Ninguém merece.

26 março 2020

Secção Almada - Semana #2





Os velhos do Central têm uma relação poliamorosa que transcende a sua geração

Porque os velhos do Central continuam a ir ao Central. Agora a polícia anda a proibir os cafés de vender café, nem que seja em take-away. Penso que é para prevenir os ajuntamentos: de velhotes, de pessoal jovem, de pessoal a fumá-las e de pessoal a fazer vida de Almada em Almada.

Noites de quinta, sexta e sábado, bizarras. Ninguém nas ruas. Nenhum grito de excitação na distância nem os carros que aproveitam a faixa da Capitão Leitão para exibirem os alérones. Apenas pessoas como nós, que fogem de casa para tomar um café na máquina do Pica&Pica, tentando ao máximo manter uma distância de segurança de, no mínimo, um metro com os braços esticados.

Os chineses estão todos fechados, de férias. Logo agora que me fazia tanta falta ir ao chinês...

As cartas acumulam-se por baixo das portas das lojas e dos restaurantes. Alguns restaurantes começaram a vender mercearias à porta, juntamente com o take-away. Questiono-me se a Redentora tem take-away. Amanhã vamos tentar reproduzir uma salada do Vitaminas: tenho sonhado com elas.

Vi um filme de acção com o ArrePotter, chamado "Guns Akimbo" e vi o "Ghostbusters". Comecei Sakurasou no Pet na Kanojo, que está a ser muito mais interessante do que pensava (quando um anime tem "pet" e "kanojo" da mesma frase uma pessoa fica logo com medo).

Tenho falado com a minha mãe pelo Whatsapp. Temos tido ensaios de teatro pelo Zoom. A isto eu chamo "o processo do covido".