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14 agosto 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #22

A memória mecânica é uma coisa curiosa
Usei o PC coxo, de onde escrevo agora, muito mais tempo que o PC que morreu. É engraçado perceber como a memória mecânica das minhas mãos a teclar ainda está neste PC e não no outro, que utilizava muito mais, desde que o comprei. Resumindo: teclo muito mais depressa neste, que ainda por cima ainda tem a opção NUM PAD, que me permite inserir caracteres diferentes ☺ Agora é relembrar-me dos códigos dos que usava mais, que desses esqueci-me.Também tenho de criar uma nova rotina, pois este PC é coxo porque há uns anos o ecrã deixou de funcionar. Felizmente ainda tenho o monitor do meu antigo desktop, já morto e esventrado para peças, e pude ligá-lo ao monitor. O chato é que perdeu a portabilidade, acho que nem consigo ligá-lo à TV para ver filmes, snif :'( Tenho de fazer a experiência um dia destes, mas acho que não tem saída HDMi. Só hoje comecei a actualizar certas coisas neste PC, para o poder usar para trabalho e afins.

Esta semana fui de autocarro visitar o meu pai e correu tudo de forma tranquila. O autocarro que apanho, quase directo, ia quase vazio e na volta estava nas mesmas condições, mas evitei a hora de ponta. Tentei fazer as fotos da Lonesome Cowgirl, mas de todas as semanas que poderia ter escolhido para o fazer, tinha de escolher aquela em que ficou mais fresco e o por-do-sol era em tons de azul e cinzento. Nada de laranjas e cor-de-rosa. Vou fazer a sessão amanhã cá em casa, até já fiz um cacto em feltro para compor a paisagem. Estou quase a terminar o Heart of Darkness, "The Horror! The Horror!" Amo a escrita do Conrad, tenho de ler mais livros dele.

Almocei fora (sem contar com a ida à IKEA) pela primeira vez, num restaurante, como manda o figurino. Pizza :9~ Mas envolveu uma luta com o dispensador de gel, que o dispensava em todas as direcções menos as mãos. x_x Começo também a achar que há muito gel aldrabado em muitas lojas e afins...
Esta semana fiz as compras no Lidl, fui a pé e voltei de comboio. Também foi tranquilo e já não me canso tanto, como antes. A descida de temperatura contribuiu, mas também ando a mexer-me um bocadinho mais.
Também já ando a organizar a logística cá de casa para o trabalho no IndieLisboa, mas este ano vai ser super calminho e vou ter montes de tempo livre, por comparação.

Por uma certa inércia, só tenho visto filmes e séries na TV, portanto não tenho grande coisa a acrescentar.

09 agosto 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #21

Casa, autocarro e estudar
Ao contrário da semana passada, esta foi de muitas primeiras coisas em poucos dias. Fui ver a casa para onde alguém próximo se vai mudar, e gostei muito. Depois fui tratar do passe, este mês volto a trabalhar fora de casa, portanto faz falta, e apesar de pequenos obstáculos burocráticos, o atendimento no Arco do Cego foi 5 estrelas e consegui resolver tudo na hora, com simpatia incluída. Aproveitei para fazer as compras na área, no Continente do Arco do Cego também há pão alentejano. No da Avenida de Roma é que pelos vistos foi banido ;_; Também entrei pela primeira vez num centro comercial, concretamente no Saldanha Residence, à procura da nova loja Flying Tiger, já que o Monumental continua esventrado. Só abria no dia seguinte. Fui para casa. Ao chegar, tive a boa notícia: vou voltar a estudar! Era esse o projecto top secret. Agora tenho de arranjar uma bolsa de estudo o mais depressa possível!
Voltei para casa de autocarro, já não entrava num há 21 semanas...

Porque é que, havendo uma ciclovia bestial, à sombra, separada do passeio e da estrada, em toda a rotunda do Saldanha, passaram, no espaço de 30 minutos, mais de dois ciclistas por mim no passeio? E não, não levavam a bicicleta na mão... Sou 100% a favor das ciclovias, sobretudo porque este é um país onde andar de bicicleta entre os carros é o equivalente a andar com o coração nas mãos, mas que aproveitem as ciclovias quando as há, principalmente quando são das boas! Parece que uma colher de civismo ao pequeno-almoço faz mais falta que as ciclovias. Para todos: automobilistas, ciclistas e peões.

A viagem de autocarro foi tranquila, àquela hora, naquele autocarro, à partida deveria ser. Mas fui testemunha da grande falta de civismo de parte da população. Sentei-me naqueles lugares perto da porta e, pouco antes da minha paragem, reparei num grupinho de grunhos do futebol (2 homens e uma mulher) a conviver. Nos homens nada demais, um tinha uma máscara do Benfica, bem colocada, o outro tinha a máscara meio à banda, a fugir do nariz, mas a mulher, sempre que queria reforçar alguma coisa que dizia, repetia puxando a máscara para baixo. Fez isso várias vezes. Estive quase a dizer alguma coisa, mas a sensatez e o alarme anti-grunhos soaram e dediquei-me a sair do autocarro e dirgir-me a casa.

Foi um dia confuso, um misto de alegria, a tratar das burocracias do ensino superior, e a tristeza que é a perda da actriz e encenadora Fernanda Lapa. Cruzei-me com ela em três tempos da minha vida e sempre gostei dela. O primeiro foi em criança, numa instituição que a minha mãe partilhou com ela e que mais tarde frequentei. O segundo foi em trabalho e vi nela uma pessoa muito disponível e generosa. O terceiro foi recentemente, como espectadora, a última peça de teatro que vi antes da pandemia foi encenada por ela. O mundo ficou mais pobre, já sobram muito poucos assim.

PS - Sábado, depois de almoço, o meu PC mais novo morreu. Todo o mateiral importante está a salvo no disco externo, mas o PC antigo é isso mesmo, antigo, e já não tem capacidade para muito. Mais uma despesa a acrescentar quando as vacas engordarem um bocadinho:

1. mandar arranjar a máquina de costura;
2. comprar um PC novo, e desta vez decente.

17 julho 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #18

ainda há esperança para a humanidade...

Ui, que calooor!

Detesto calor, detesto o Verão, usar máscara com o calor custa muito mais! Esta semana chegou uma vaga de calor que me deixou KO. Mesmo assim fui almoçar com a minha mãe à IKEA, e provavelmente será dos sítios mais seguros para almoçar fora, nestes tempos pó calypticos. Para além do controlo de número de clientes, profusão de gel desinfectante por todo o lado, a eliminação do self-service e nós também nos termos prevenido - fomos cedo e à de Loures, que é mais civilizada - contribuiram para uma ingestão de almôndegas em sossego.
Mas na loja, dos clientes, já não se pode dizer o mesmo. A IKEA continua a ser a Disneylândia, continua a haver uma percentagem alta de pessoas que vão lá passear com bebés e, apesar das várias recomendações de distanciamento social, seguir os pecursos assinalados, etc. etc. etc.  fomos várias vezes abalroadas por grupetas de gente que, apesar de a loja estar bastante vazia, tinham de passar encostadinhas a nós. PacMan! Eu, que não tinha objectivo de comprar lá nada, acabei por sair de lá com uma panela e duas frigideiras, para substituir as minhas, já moribundas, e não ultrapassei os €20! O gel na IKEA cheira mal, mas não cheira a bagaço nem a álcool.
Mental note: não voltar a comprar o gaspacho do Lidl... não tem tempero :(
Apercebi-me agora, foi a primeira vez que saí do concelho de Lisboa desde o início do Pó Calypso! No caminho reparei que construíram uma ponte ciclo pedonal em madeira lindíssima na Calçada de Carriche, a coisa mais bonita naquela rua!

Por casa, o trabalho continua a revezar-se, só tenho visto as séries do costume e retomei o Naruto (Shippuuden), via SIC Radical, mas aquilo dobrado em português é estranho, dattebayo! - PORQUÊ!? Também vi o Fistful of Dollars, com o Clint Eastwood. Estou a ter um novo gozo em ver western spaghetti. Estava à espera de, com a morte de Ennio Morricone, aparecerem uns quantos nos canais de cabo, mas nem por isso. Ah, e ando viciada nos canais de YouTube Adam Savage's Tested e Bernardette Banner.

Esta semana não tenho Top Máscara, mas tenho visto muitos, demasiados, narizes de fora. Ah, terminei a máscara gato-vampiro e outra com o resto tigrado da yukata da Lum. Só falta acabar a de mar e tenho já uma boa colecção que me permite trabalhar fora de casa, quando se der a ocasião. Quero comprar uma caixa de madeira no chinês para as pôr, a que tenho é pequena.

02 julho 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #16


Andei de metro, fui à Baixa
A Secção Almada veio ter à Secção Alameda/Areeiro e ambas fomos a pé até à secção da Baixa. Descemos a Almirante Reis, coisa que gosto de fazer regularmente, mas não notei grande diferença do antes e depois do bixo, fora pessoas de máscara e gel extra nas lojas. A propósito de máscara, nos Anjos, perto da igreja, é costume andarem sem-abrigo, hoje não foi diferente, mas é mais um problema desta sociedade que veio à tona com a pandemia,. No mínimo as instituições que os ajudam deviam reforçar a distribuição de máscaras, quase nenhum as tinha limpas e andar de máscara ou não, nessas circunstâncias, dá no mesmo. Claro que há muito mais a fazer, mas isto parece-me básico.
TOP MÁSCARA DA SEMANA
~ queremos distribuição de máscaras regular para os sem-abrigo! ~
Na Baixa já senti diferenças. Quando cruzámos aquele limiar entre o Martim Moniz e a Praça da Figueira, parecia estar de volta aos anos 90, bastante menos pessoas na rua, só reparei num TukTuk, e 4 ou 5 turistas. Encontrei uma conhecida na Rua Augusta e reconheci-a pelos óculos escuros giros que arranjou recentemente e mostrou nas redes sociais. Se a Rua Augusta não tivesse esplanadas e ainda existissem algumas das lojas antigas, como a Casa Africana, a Casa Batalha ou a loja das revistas de crochet, acharia que realmente estava nos anos 90.
Estava calor e as minhas pernas já não estão habituadas a mexerem-se tanto. A Feira dos Tecidos tinha muito mais algodões que o costume. Deve ser por causa das máscaras.
Bebemos um belíssimo suminho de abacaxi com gengibre e hortelã, que soube maravilhosamente bem. Pusémos a conversa em dia e separámo-nos no Cais do Sodré.
Apesar de já serem umas 6 da tarde, o metro, felizmente não estava muito cheio. Andei numa carruagem com assentos de cortiça (muito mais higiénicos que os de alcatifa) e as pessoas mantiveram a distância social.

O Projecto Top Secret ainda está de pé e entreguei o IRS, como de costume, no último dia, mas também já está tudo despachado. Como pingou um trabalhinho, tenho estado ocupada. Devo terminá-lo amanhã. Publiquei as fotos do Blythe Runway Challenge (2ª edição) de Junho, cujo tema era Blythe Air, por estarmos todos impedidos de viajar. Como um traje completo de hospedeira (eu sei que agora se chama assistente de bordo, mas optei por um estilo retro) estava na minha lista de coisas a fazer há tempo, alarguei-me e fiz uma série de coisas: um vestido, chapéu, capa, luvas, saco, mala, lenço e brincos. Estou mortinha por saber qual será o tema de Julho!

Aqui na Secção Alameda/Areeiro, a vida continua como de costume, almoço em casa da mamã. Na loja das bebidas ainda é Natal, com direito a árvore cintilante e tudo. Tempos estranhos estes...

Na TV começou a dar a série Good Girls Revolt, que me chamou a atenção pelo guarda roupa do fim dos anos 60, início dos 70 e por incluir entre as personagens, Nora Ephron, que ficou conhecida como argumentista nos anos 80 e 90, de comédias românticas como When Harry Met Sally ou Sleepless in Seattle. A série é sobre a redacção de uma revista e a disparidade entre homens e mulheres. Não desgostei. Também vi uns filmes, How I Live Now, com Saoirse Ronan, cujo cartaz me lembro de ver nos autocarros em Edimburgo, em 2013, que se revelou muito mais interessante (e apocalíptico) do que os cartazes e o título fazem acreditar.

24 junho 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #15


Here we go again!
Perdoem-me o inglês, mas soa melhor assim. A malta não sabe ser responsável, e, como na escola, por uns, pagam todos. Devia ser como no México, quem não cumpre as normas de segurança, trabalho comunitário! As coisas voltarem a fechar cedo não me chateia muito, mas como agora já é Verão e os dias muito mais longos, dava jeito que não acontecesse. De qualquer forma, todo o esforço de Março e Abril estar a correr o risco de ter sido em vão, por causa de um bando de inconscientes, é indecente. Ah sim, quando voltei a casa, às 19h45, estavam umas 15-20 pessoas à porta da tasca da esquina, que tem capacidade para umas 8 pessoas, mais 6 na esplanada, que ocupa 80% do passeio.

O assunto do racismo já está a esmorecer nas redes sociais, como infelizmente era previsível. Passou para as estátuas, mas mesmo esse também está a esmorecer. Ainda não há novo tópico quente do momento, mas a Desgraça Fonseca agora inventou outro projecto lindo para aliar a cultura ao combate dos incêndios, com o nome infeliz "Não Brinques com o Fogo". RENDIMENTO MÍNIMO PARA TRABALHADORES INDEPENDENTES, JÁ! Eu tive uma "ameaça" de trabalho, mas até agora nada. Entreguei o projecto Top Secret, mas agora pedem-me uns certificados que não sei se vou conseguir arranjar. Amanhã vou tratar disso. Próximo passo: entregar o IRS.

Gosto muito da drogaria do meu bairro. O senhor é muito simpático, os produtos baratos e tem de quase tudo! Foi lá que comprei a Nessie, concha da sopa em forma de monstro de Loch Ness, que deixei passar na Escócia, na loja à beira do Loch; pude sentar-me num banquinho lá dentro e colar a sola das minhas sandálias, com cola de contacto que comprei na loja, aliás compro sempre lá, e hoje comprei sabonete de enxofre, da Confiança. A loja de ferragens e estância de madeira, umas portas ao lado, também é muito boa e tem empregados sempre simpáticos. Comprei novas dobradiças (noutra loja) para o roupeiro, quando encontrar as desaparecidas, hão-de ter uso.

Resolvi algumas questões técnicas do telesperto e computador da minha mãe e voltei para casa sem pão decente, pois distraí-me com a luz e as horas.
TOP MÁSCARA DA SEMANA
~ máscara assimétrica, que revela apenas uma narina ~
Finalmente terminei de ver Sailor Moon Crystal, a última temporada redimiu um bocado a série, gostei muito mais, mas nada bate a original, mesmo com os defeitos que tem. Continuo a ver Majou Chukana Paipai que continuo a adorar! - "Raymondo!" - Agora vou terminar Michiko to Hatchin, que também já tentei retomar outra vez. Regressou Blindspot na TV e parece que no início de Julho volta a última temporada de Agents of S.H.I.E.L.D. Filmes, vi Destination Wedding, com a Winona Ryder e o Keanu Reeves, fase pós grunge, pós Matrix, pós cleptomania, um filme engraçado, muito indie movie, que demonstra por A+B que o Keanu nunca foi mau actor. Também vi dois filmes vintage, Django e Get Carter. Cada um à sua maneira encheu-me as medidas. Os western spaghetti são divertidíssimos e muito mais bem feitos do que lhes dão crédito. Os filmes dos anos 60 e início dos 70, também costumam ter bandas sonoras fantásticas, que só por si fazem os filmes. Get Carter é um thriller muito britânico, com Michael Caine. Vi ontem The Imitation Game, filme que mereceu o hype à sua volta. Gosto desta nova vaga de filmes sobre cientistas "anónimos" que mudaram o modo como o mundo é.

Cenas dos próximos capítulos: será que os portugueses vão atinar? Será que os trabalhadores independentes vão receber algum apoio de jeito? Veja na próxima semana!

18 junho 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #14


Alarguei Horizontes

Esta semana foi parecida com as anteriores, umas costuras aqui e ali, coisas em desenho vectorial, excepto o último dia, onde várias coisas aconteceram.
A primeira foi a reinstituição do almoço semanal em casa da mãezinha, ainda sem abraços nem beijinhos, descalça à porta e com ida imediata a lavar as mãos. Soube bem e ela fica toda contente.

A segunda foi que desta vez caminhei até mais longe, fui finalmente à Gulbenkian. As ruas das Avenidas novas estavam sossegadas, como aliás é costume, a Avenida da República tinha bastante mais trânsito que da última vez que lá estive, quando quase se podia caminhar à vontade pelo meio do asfalto, mas mesmo assim consideravelmente menos que o habitual. As lojas e as pessoas é que, fora as máscaras, pareciam quase normais. Na Gulbenkian (e aliás noutros jardins e largos ajardinados) parecia que Lisboa inteira descobriu de repente para que servem os jardins! Raramente vi lá tanta gente, nem ao fim de semana. Sobretudo crianças pequenas a guinchar... céus! Que saudades da Gulbenkian dos anos 70 e 80, quando não se via vivalma durante a semana. É provavelmente coisa que nunca mais hei-de ver. Mas fotografei as tartarugas a fazer semi-arabesques, os patos e as carpas gigantes. O anfiteatro infelizmente estava barrado. É pena, pois se não estivesse, talvez as pessoas estivessem mais espaçadas. Próximo passo: Baixa e, quem sabe, andar de transportes públicos.

A terceira é que apareceu um trabalho com que já não contava muito, por causa do covido, e a quarta é que, fora uma última revisão, tenho o projecto top secret pronto a entregar. Torçam por mim!
TOP MÁSCARA DA SEMANA
~ máscara presa, qual condecoração,
entre o botão e a casa do segundo botão de uma camisa ~
Na TV terminei de ver os filmes de Jerry Lewis, soube bem, e comecei a ver uma série tokusatsu mahou shoujo, no canal de tokusatsus da TOEI no YouTube, Mahou Shoujo Chukana Paipai. -- "Raymondo!" -- Delicioso! Também vi mais dois episódios de Sailormoon Crystal. A ver se termino logo a série, pois talvez deixe de ter tanto tempo livre e não quero interromper outra vez.
Também voltei a pegar devagarinho no cosplay da Lum, usei numa ganga rija que me deram, como nova entretela do obi e quero corrigir o colarinho da yukata, que graças a um tutorial recente e muito bom de como fazer um kimono em casa, esclareci algumas pequenas mas muito importantes dúvidas existenciais acerca da sua construção. Coisas que nunca estão explicadas em lado nenhum, graças à mania dos japoneses não registarem nada. Sou capaz de também fazer o juban e, quem sabe, o obi-ita. Tenho de ir ver aos tais tecidos que me deram o ano passado, se há lá algum que seja bom para isso, o polipropileno já tenho.

28 maio 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #11


O Sol dá Cabo de Mim!

Esta semana foi um pouco diferente, a mãezinha fez anos e, pela primeira vez em mais de 2 meses, entrei na casa dela, só na entrada, e fomos juntas passear. Sem abraços nem beijinhos, de carro e de máscara. Também foi a primeira vez que uma Blythe saiu à rua no Pó Calypso. Não tínhamos um plano, mas já que íamos de carro, pensámos em ver o rio. Ao entrar por Monsanto, lembrei-me que ainda não tínhamos ido ao Panorâmico, mas estava fechado, não por causa do bixo, mas para obras. Acabámos por fazer um passeio de carro algo nostálgico por Monsanto, que era um passeio frequente quando eu era miúda.
Belém é nossa! Gritei eu no largo em frente aos Jerónimos, sem ninguém por perto para olhar-me de soslaio. Já não via Belém tão vazia desde que lá morei em 1983 (passámos em frente ao nosso prédio, as janelas foram substituídas por janelas de uma só folha, ficam sempre estranhas num prédio do inicio do séc.XX), e mesmo assim nunca num dia de Sol! Estivémos um pouco à sombra das oliveiras do CCB, comemos um geladinho, a nova parede de plantas trouxe passarinhos e tornou o CCB menos inóspito, os Pastéis de Belém estavam vazios, mas já só vendem Pastéis. Nos anos 80, até ao fim do século, tinham outros bolos e eram deliciosos. Passava por lá para ir à escola, a semanada permitindo, costumava comprar um para o lanche quase todas as manhãs. Por fim, como não estava mais ninguém à porta senão os seguranças, entrámos na igreja dos Jerónimos! Deviam estar mais umas 3 ou 4 pessoas lá dentro! Mesmo assim, tinham os bancos barrados e não pude avançar muito para tirar a foto à sua magnífica abóbada.

Tenho andado ocupada com o meu plano de mudança de carris, a acabar a cama das moças e entrei num passatempo no feicebuque, o Blythe Runway Challenge, segunda edição. Não pude participar na primeira edição, ainda no Flickr, pois as participações eram limitadas e cheguei demasiado tarde para me inscrever. Foi com o BRC que fiquei a conhecer algumas pessoas de quem acabei por ficar amiga, como a Jaszmade* ou a Woollyrockers. O primeiro desafio é o BlytheAir Challenge e, como já queria fazer uma hospedeira há anos, não páro de fazer coisas. Já fiz o vestido, o chapéu, estou a fazer uma capa, uma mala, um saco e ainda vou fazer umas luvas.
Cá em casa, consegui a proeza de partir 2 tigelas numa semana, a da Wonder Woman (T_T), que vou colar, pois só se partiu em 3, e uma do par de malgas amarelas que comprei por €1 na Almirante Reis.

Com o calor que apareceu é que não dá mesmo vontade nenhuma de sair à rua. Mesmo assim, há que comer e fazer o supermercado, desta vez fui pelo Bairro dos Actores e um bocadinho mais tarde, para fugir à torreira que faz deste lado da Alameda à tarde. As lojas da Guerra Junqueiro, Praça de Londres e Avenida de Roma já estão quase todas abertas se não visse pessoas de máscara na rua, nem perceberia que ainda estamos no Pó Calypso. Por mais que goste do ambiente distópico, ver as coisas como de costume dá uma boa sensação que a vida continua!
Falando em máscaras, decidi criar o:
TOP MÁSCARA DA SEMANA
~ máscara a tapar a nuca ~
Entrei no chinês à procura de uma coisa para a minha hospedeira (que não havia), o alcoól gel do chinês cheira a BA-GA-ÇO! xD O Continente, que continua a ser o supermercado onde vou com maior indisciplina, colocou um dispensador de gel novo, de pé. Engraçado. Lá dentro, os sacripantas levaram os iogurtes naturais todos! snif...
O dia não terminou da melhor forma, com uma altercação com a pita, filha da vizinha do lado, que insiste em fazer sala na entrada do prédio, ficam lá ho-ras! Ficou ofendida quando perguntei se não têm quintal para fazer sala. Enfim, gente bronca e mal educada, que teve um rebento ainda mais bronco e mal educado. Que apanhem o cóvido, já que desconhecem o significado do conceito de distanciamento social.

Acabei de ver a série War of the Worlds, gostei de algumas coisas, mas no geral achei aborrecida. Agora estrearam umas quantas, a ver se quando terminar a cama, volto a ligar o PC à TV, retomo Years and Years e começo a ver The Great, com a brilhante Elle Fanning.

22 abril 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #6


Aqui em casa é tudo ao ralenti

Após estas 5 semanas, tratei de mais um pendente não urgente: Há cerca de um ano ofereceram-me uma impressora/scanner praticamente nova, da EPSON. A antiga dona não percebe nada do assunto e nem me sabia dizer em que condições estava a bicha, sóque não a usava. Como não tenho grande necessidade de imprimir coisas no dia-a-dia, e sabia que ia perder umas horas a instalá-la no PC antigo (e perdi), que é onde tenho os programas gráficos que lhe poderão dar mais uso, não me meti a instalá-la. Foi desta! Tive de ir buscar as drivers, etc., o plug & play do Vista desactualizado ainda funciona pior agora, mas depois de algumas voltas lá a instalei e está a funcionar! É daquelas EPSON Stylus com as cores em tinteiros individuais, I'm not worthy! Acho que aquela placa de contraplacado a pedir-me para fazer um beliche (da IKEA) para as moças, vai finalmente ser usada! (...) Já está quase toda cortada, parcialmente construída, hoje comprei mini dobradiças e lixa e para a semana vou buscar tinta acrílica branca (não, não tinha) à Varela, que reabriu esta semana. E também acho que a Arashi vai finalmente ter a sua Strato (vermelha, claro!), a Oriana mais livros, embalagens de comida, revistas, enfim, miniaturas para as moças.

Eu bem que estava a estranhar a falta de manifestações do vizinho das obras! Enquanto estava às voltas com a instalação da impressora, lá tive uma sessão de porta aberta (o meu quarto, onde está o escritório, é mais perto da porta da rua), com direito a música, que felizmente eram êxitos dos anos 80, e a rebarbadora! Vá lá que não foi muito tempo e não foi às 8h da manhã, mas tinha de ser...

The Mod Child
Falando em moças, acrescentei mais uma personagem à família Mod Star Wars, o/a The Mod Child. Tinha cá os materiais todos (veludo verde seco, camurça falsa cor de camelo, pêlo de carneiro falso) e nenhuma peça é muito complexa. Adoro o resultado! Tenho andado cá a magicar como poderei juntar todos numa espécie de galeria. Para já só na página do feicebuque, que ainda não actualizei.

Foi também precisa uma quarentena para finalmente cozinhar favas! Favas e morangos são uma espécie de tradição nos meus anos, que nem sempre cumpro. Aliás, as melhores favas são as da mãezinha e nos últimos anos temos almoçado comida feita por outros. Este ano, mal percebi que ia pela primeira vez na vida comemorar os meus anos sozinha, os planos foram delineados: iria fazer o bolo mais guloso que sei, cheio de chocolate para as endorfinas, os Bloomin' Brilliant Brownies do Jamie Oliver e, tendo encontrado favas congeladas na minha visita ao Lidl, fazer favinhas guisadas pela primeira vez. Usei o meu vestido de avozinha novo, os meus sapatinhos que o carteiro deixou na tasca da esquina, em vez de me tocar à porta (a propósito, hoje chegou a resposta dos CTT: "o objecto em referência foi depositado no RPD-Receptáculo Postal Domiciliário em (...) na morada que nele constava" - no comments), e vi filmes. Revi o High-Rise, continua um novo favorito, e o Great Gatsby de 1974. O Baz Luhrman nunca devia ter feito a adaptação dele, não vale nada ao pé desta adaptação, muito mais fiel ao livro e magistralmente realizada. Também revi dois Keanus clássicos: Point Break e The Matrix e terminei Star Trek: Picard (ainda não bloguei sobre a série). Agora comecei a fabulosa Years and Years, do meu herói Russel T Davies. Como o WiFi não chega à casa de banho, em geral tenho lá sempre algo leve para ler, banda desenhada, revistas, etc. coisas que possam ser interrompidas após poucas páginas. Agora terminei um livrinho delicioso que comprei em Bristol. Originalmente publicado em 1968, a minha edição é de 2013, o Gear Guide (ISBN 978-1-90840-256-1) é um pequeno guia ilustrado das lojas de roupa da Swinging London dos anos 60. Uma viagem no tempo. O próximo será mais um volume da minha colecçãozinha de Diabolik, BD italiana.

A ronda semanal foi sem nada de notório, há muito mais gente na rua, as pessoas não sabem colocar as máscaras e continuam a não respeitar o distanciamento social. A minha máscara de tubarão fez sucesso entre as meninas do Minipreço, que têm sido as mais humanas e disponíveis de todos os estabelecimentos que tenho visitado. Mais algumas lojas reabriram, como a Varela.
 A minha mãe ofereceu-me um outro bolo de chocolate apudinzado, delicioso!

26 março 2020

Secção Almada - Semana #2





Os velhos do Central têm uma relação poliamorosa que transcende a sua geração

Porque os velhos do Central continuam a ir ao Central. Agora a polícia anda a proibir os cafés de vender café, nem que seja em take-away. Penso que é para prevenir os ajuntamentos: de velhotes, de pessoal jovem, de pessoal a fumá-las e de pessoal a fazer vida de Almada em Almada.

Noites de quinta, sexta e sábado, bizarras. Ninguém nas ruas. Nenhum grito de excitação na distância nem os carros que aproveitam a faixa da Capitão Leitão para exibirem os alérones. Apenas pessoas como nós, que fogem de casa para tomar um café na máquina do Pica&Pica, tentando ao máximo manter uma distância de segurança de, no mínimo, um metro com os braços esticados.

Os chineses estão todos fechados, de férias. Logo agora que me fazia tanta falta ir ao chinês...

As cartas acumulam-se por baixo das portas das lojas e dos restaurantes. Alguns restaurantes começaram a vender mercearias à porta, juntamente com o take-away. Questiono-me se a Redentora tem take-away. Amanhã vamos tentar reproduzir uma salada do Vitaminas: tenho sonhado com elas.

Vi um filme de acção com o ArrePotter, chamado "Guns Akimbo" e vi o "Ghostbusters". Comecei Sakurasou no Pet na Kanojo, que está a ser muito mais interessante do que pensava (quando um anime tem "pet" e "kanojo" da mesma frase uma pessoa fica logo com medo).

Tenho falado com a minha mãe pelo Whatsapp. Temos tido ensaios de teatro pelo Zoom. A isto eu chamo "o processo do covido".

18 março 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #1


Gosto de estar em casa
Continuo a atrofiar com as redes sociais, mas já consegui começar a evitar ler os comentários. Demasiado pessimismo e negativismo.

Falei com muitos dos amigos distantes, em Macau, Itália, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, Austrália, estão todos bem, dentro do possível. Ainda falei pouquinho com os japoneses.

Telefonemas diários com os pais, ambos já perceberam que têm de ficar em casa. O meu irmão ligou-me!

A TAP continua a não responder, voo de ida cancelado. Reclamação aos CTT porque o carteiro não sabe tocar à campaínha. Os meus sapatos já chegaram (são mesmo giros!) e as pecinhas para a fita de viés também, mas o carteiro voltou a não tocar à campaínha e tenho de ir buscá-las na semana #2.


Acabei o camisolão de marujo, terminei de ver Legion, terminei de ver Doctor Who. Já tenho o The Andromeda Strain para ver. Começa o Programa do Rua, quase diário, às 21h no Facebook do Vítor Rua. Imensos artistas, músicos, museus partilham gratuitamente a arte online. Protejam os Artistas!



Primeira mudança cá em casa: finalmente mudei a box da TV para cima do armário, a TV antiga (cinescópio) não dava, mas a LCD dá, e finalmente posso fechar a porta do armário, agora é mais fácil ligar o PC para ver coisas em ecrã maior e tenho mais espaço para DVDs.

As calças do pijama (o dos esquilos - "nuts about you") ficaram punks no rabo, não vão sobreviver ao ao Pó Calypso.

No Areeiro Chunga, tudo na rua e no café a laurear a pevide. Na Alameda, uns 5 ou 6 piqueniques de gente nova, mais a malta da sueca. Quarentena ≠ Férias! Minipreço sem fruta nem legumes, mas havia aroz e feijão preto. Objectivo: chili con carne, bem picante! Tive de ameaçar com o Covid uma velhinha, daquelas que se plantam a 10cm do terminal do multibanco quando uma pessoa está a pagar. Afastou-se ofendida: "ai, eu é que não tenho o vírus!". O Areeiro Chique mais disciplinado, muito pouca coisa aberta, uma boutique na Guerra Junqueiro, a Mexicana e o McDonalds, a Barata. Chinês do Londres fechado. Filas curtas para os CTT e farmácias. Continente com fila, mas não demorou muito. Faltas: farinha, iogurtes, pão de jeito e carne. Entreguei comidinha à mãe pela janela, dois dedos de conversa.

Andam a clamar o Estado de Emergência, espero que não seja declarado.

11 março 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #0



Vou fazer a minha vidinha normal
Almoço com a mãe, compras da semana, faltavam uns quantos enlatados, não consegui comprar tomate pelado, artigo regular cá em casa, consegui comprar papel higiénico (estava a acabar), havia o que costumo comprar e em alguma quantidade.

Big Eyes 2020 cancelado. Air BnB cancelado com reembolso total. TAP não responde.
Imprimi o cenário para as fotos dos Emmapeelers na mesma.

Almoço com o pai, compras adicionais no Lidl. Tudo normal, mas mais gente no supermercado.

Abandonei (temporariamente) os vestidinhos às riscas e comecei um camisolão de marujo num tartan azul, em modo procraftination.

Começo a atrofiar-me com as redes sociais, não consigo ver filmes ou séries, nem trabalhar um pouco. Eventos, concertos, salas de espectáculos, tudo a fechar.

Preocupação crescente, vamos ver no que isto dá.