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04 agosto 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #20



20 semanas, 5 meses, e esta porra ainda não passou! Nem parece passar tão cedo :'(

Esta semana foi focada no trabalho, tive um filme em duas partes em mãos. O único desvio foi ir ao Carrefour, perdão, Continente de Telheiras, onde encontrei pão alentejano, pão cada vez mais difícil de encontrar, e era mesmo bom. E também fui ao chinês da Avenida de Roma, a minha primeira incursão a Alvalade, em mais de 20 semanas, à procura de ceninhas para a Lonesome Cowgirl. Ainda preciso de um adereço, na semana que vem, sou capaz de ir aos chineses das Avenidas Novas a ver se encontro.
 Ah, o vizinho das obras, ainda não percebi se é mesmo o vizinho do lado, despertou! Mas não me tem incomodado muito, apesar de o barulho ser quase sempre de manhã, mas têm sido só marteladas secas e o ocasional berbequim, que me acordam num primeiro momento, mas depois embalam-me o sono.

Apesar de estar com trabalho, só vou ser paga lá para Setembro, o que significa que o orçamento é limitado. Estando o país ainda em estado de calamidade, pensava que as suspensões de pagamentos seriam até Setembro, mas não, as contas começaram a chegar... Não é nada fácil, sobretudo para os intermitentes como eu.

Na TV vi o velhinho War Games, que não envelheceu nada mal. Creio que a coerência de na parte da tecnologia e ciência estar tudo correcto, Matthew Broderick ser definitivamente um bom actor, bem apoiado pelos adultos, e uma realização firme, fazem o filme de John Badham um filme a ver e rever! Coisa que eu não fazia desde o século passado.
Quanto a séries, estou a gostar muito desta temporada de Agents of S.H.I.E.L.D., é pena ser a última. As recriações das épocas passadas, sobretudo das épocas que os autores conhecem, como os anos 70 e 80, estão fabulosas e têm tiradas de humor brilhantes, como os genéricos mudarem conforme as épocas, incluindo os logótipos.

22 abril 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #6


Aqui em casa é tudo ao ralenti

Após estas 5 semanas, tratei de mais um pendente não urgente: Há cerca de um ano ofereceram-me uma impressora/scanner praticamente nova, da EPSON. A antiga dona não percebe nada do assunto e nem me sabia dizer em que condições estava a bicha, sóque não a usava. Como não tenho grande necessidade de imprimir coisas no dia-a-dia, e sabia que ia perder umas horas a instalá-la no PC antigo (e perdi), que é onde tenho os programas gráficos que lhe poderão dar mais uso, não me meti a instalá-la. Foi desta! Tive de ir buscar as drivers, etc., o plug & play do Vista desactualizado ainda funciona pior agora, mas depois de algumas voltas lá a instalei e está a funcionar! É daquelas EPSON Stylus com as cores em tinteiros individuais, I'm not worthy! Acho que aquela placa de contraplacado a pedir-me para fazer um beliche (da IKEA) para as moças, vai finalmente ser usada! (...) Já está quase toda cortada, parcialmente construída, hoje comprei mini dobradiças e lixa e para a semana vou buscar tinta acrílica branca (não, não tinha) à Varela, que reabriu esta semana. E também acho que a Arashi vai finalmente ter a sua Strato (vermelha, claro!), a Oriana mais livros, embalagens de comida, revistas, enfim, miniaturas para as moças.

Eu bem que estava a estranhar a falta de manifestações do vizinho das obras! Enquanto estava às voltas com a instalação da impressora, lá tive uma sessão de porta aberta (o meu quarto, onde está o escritório, é mais perto da porta da rua), com direito a música, que felizmente eram êxitos dos anos 80, e a rebarbadora! Vá lá que não foi muito tempo e não foi às 8h da manhã, mas tinha de ser...

The Mod Child
Falando em moças, acrescentei mais uma personagem à família Mod Star Wars, o/a The Mod Child. Tinha cá os materiais todos (veludo verde seco, camurça falsa cor de camelo, pêlo de carneiro falso) e nenhuma peça é muito complexa. Adoro o resultado! Tenho andado cá a magicar como poderei juntar todos numa espécie de galeria. Para já só na página do feicebuque, que ainda não actualizei.

Foi também precisa uma quarentena para finalmente cozinhar favas! Favas e morangos são uma espécie de tradição nos meus anos, que nem sempre cumpro. Aliás, as melhores favas são as da mãezinha e nos últimos anos temos almoçado comida feita por outros. Este ano, mal percebi que ia pela primeira vez na vida comemorar os meus anos sozinha, os planos foram delineados: iria fazer o bolo mais guloso que sei, cheio de chocolate para as endorfinas, os Bloomin' Brilliant Brownies do Jamie Oliver e, tendo encontrado favas congeladas na minha visita ao Lidl, fazer favinhas guisadas pela primeira vez. Usei o meu vestido de avozinha novo, os meus sapatinhos que o carteiro deixou na tasca da esquina, em vez de me tocar à porta (a propósito, hoje chegou a resposta dos CTT: "o objecto em referência foi depositado no RPD-Receptáculo Postal Domiciliário em (...) na morada que nele constava" - no comments), e vi filmes. Revi o High-Rise, continua um novo favorito, e o Great Gatsby de 1974. O Baz Luhrman nunca devia ter feito a adaptação dele, não vale nada ao pé desta adaptação, muito mais fiel ao livro e magistralmente realizada. Também revi dois Keanus clássicos: Point Break e The Matrix e terminei Star Trek: Picard (ainda não bloguei sobre a série). Agora comecei a fabulosa Years and Years, do meu herói Russel T Davies. Como o WiFi não chega à casa de banho, em geral tenho lá sempre algo leve para ler, banda desenhada, revistas, etc. coisas que possam ser interrompidas após poucas páginas. Agora terminei um livrinho delicioso que comprei em Bristol. Originalmente publicado em 1968, a minha edição é de 2013, o Gear Guide (ISBN 978-1-90840-256-1) é um pequeno guia ilustrado das lojas de roupa da Swinging London dos anos 60. Uma viagem no tempo. O próximo será mais um volume da minha colecçãozinha de Diabolik, BD italiana.

A ronda semanal foi sem nada de notório, há muito mais gente na rua, as pessoas não sabem colocar as máscaras e continuam a não respeitar o distanciamento social. A minha máscara de tubarão fez sucesso entre as meninas do Minipreço, que têm sido as mais humanas e disponíveis de todos os estabelecimentos que tenho visitado. Mais algumas lojas reabriram, como a Varela.
 A minha mãe ofereceu-me um outro bolo de chocolate apudinzado, delicioso!

25 março 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #2

A Vénus foi para casa


Abriu a época dos coronasaldos!

É impressão minha ou abriu a época dos coronasaldos? Ando a ser bombardeada por newsletters, anúncios e outras coisas, tudo a fazer promoções e saldos. Todos os meus eventuais futuros trabalhos foram adiados sem data prevista, estou em contenção de despesas!

Sou um animal de hábitos, como muitos, e esta situação de quarentena mudou muito pouca coisa no meu dia a dia. Contudo, não sou açambarcadora, não tenho nem orçamento, nem espaço para tal. Acontece que quando tudo isto foi despoletado (o que me vale é que a indecisão não é uma característica minha), não deixei de ser apanhada desprevenida, sobretudo com coisas que costumo sempre ter em casa: farinha, atum em lata, ovos, manteiga, leguminosas, arroz, massa, polpa de tomate e tomate pelado, cebolas, alhos, batatas. Desta lista, tinha muitas coisas que estavam a acabar, como farinha, cebolas ou tomate pelado, não foi fácil repor as faltas, esgotei algumas coisas no supermercado, como os ovos, e não consegui arranjar farinha T_T. Farinha será a minha palavra-chave neste Pó Calypso.
E depois vejo os meus amigos do feicebuque a gastar o que compraram para um período mais ou menos longo, incluíndo a famigerada farinha, em menos de uma semana. Pior, a colocar fotos de todo o tipo de alimentos com um ar mega saboroso e a fazer pirraça a esta cronista que é mais bolos! Ah é? Quando fizer anos vou fazer brownie e não ofereço a NINGUÉM!

Os vizinhos das obras por aí fora é que devem andar felizes agora. Desde que foi declarado o estado de emergência, que oiço um martelar abafado algures, nem sei como não é o meu vizinho do lado, pois o seu desporto preferido é acordar-me ao sábado de manhã com um berbequim. Não deve ter açambarcado materiais para fazer obras em casa. UFA!

A TAP finalmente reagiu, já pedi o voucher de reembolso. O carteiro voltou a não tocar à porta (não deve ter visto o filme), tentei ir levantar a encomenda, mas o correio mudou o horário, já não abre à tarde. Vou ter de sair amanhã de manhã para tratar disto.

Descobri uma segunda garrafa de álcool cá em casa, também a meio, mas o álcool não tem prazo de validade, não é? Agora tenho oficialmente uma garrafa inteirinha de álcool. Melhor, posso ter uma em cada ala da batcave (sem os benefícios). Yay.

Na TV, criei uma espécie de rotina: um episódio ou dois de uma série e pelo menos um filme. Isso também me ajudou a voltar a criar uma rotina para costurar e já acabei 2 vestidos e meio. Terminou Criminal Minds, a minha série policial preferida nos últimos 10 anos, mas a vida continua e comecei a ver Good Omens. Caras conhecidas, excelentes diálogos.  Descobri que há um punhado de filmes blaxploitation nos canais de cabo sem valor acrescentado, incluindo a Pam Grier e o Isaac Hayes. Agora com o cabo HDMi <=> HDMi Mini, vai ser uma alegria em grande ecrã!

O português escreve mal, dá erros ortográficos que não lembram nem ao Menino Jesus e da gramática nem se fala. Mas uma coisa que me tem ajudado muito a separar o trigo do joio no spam de notícias de que andamos a ser alvo, é que avisos com mau português, ou em brasilês e afins, perdem toda a credibilidade. Mas céus, tanto mau português!! Já ando a lidar melhor com as redes sociais, deixar de ler comentários em posts de estranhos, foi um grande avanço. Agora vou um pouco depois de acordar, um bocado ao fim do dia e vou fazendo uns intervalos curtinhos, mas já não estou agarrada ao telesperto o dia inteiro e tenho feito coisas.

Na minha saída semanal, a Alameda cheirava a piscina. Uma equipa com fatos de pintor, máscaras, etc., andava a desinfectar a zona da fonte luminosa. Finalmente a malta da jogatana foi saneada! Nem um nas redondezas e já não havia piqueniques na relva. Aliás, fora a equipa de desinfecção, não havia vivalma na placa central da Alameda.
O trânsito já lembra Lisboa em Agosto, há uns 10-15 anos, mas em todas as ruas por que passei, Alameda Afonso Henriques, Av. Guerra Junqueiro, Praça de Londres, Av. de Roma, Av. Óscar Monteiro Torres, Rua Edison, Av. de Madrid, Praça do Areeiro e Av. Afonso Costa, mesmo com o comércio fechado, cruzei-me sempre com pelo menos uma pessoa.
Finalmente arranjei farinha!! Os supermercados já estão mais ou menos normais, mas ainda há algumas faltas de tomate pelado, congelados e pão de jeito. Não sei se vou conseguir comprar pão de jeito durante o Pó Calypso (sem ser a preços exorbitantes em padarias da moda), já que mesmo em circunstâncias normais não é fácil. Entreguei as compras à mãezinha, desta vez consegui organizar-me melhor e não me esquecer de quase nada. Até fui ao Celeiro comprar-lhe um remédio. Esta semana vou fazer massa com tomate, pimento, cebola, bacon, mais picante! Se o bicho-19 resiste a tanto picante, resiste a tudo! X'D Sou capaz de fazer panquecas ou scones.

Pode ser que amanhã já tenha a minha encomenda!