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25 julho 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #19


Cacilheiro
No fim da semana passada atravessei o rio e fui à Secção de Almada ver uma peça de teatro onde participa a minha colega bloguista do Pó Calypso. Porque é a caminho, resolvi sair cedo de casa e dar uma volta na Baixa e espreitar algumas lojas. Acabou por ser um passeio um pouco frustrante, pois a maioria das lojas está a fechar às 18h, o que remonta ao pior da Baixa nos anos 80, quando muitas lojas fechavam a essa hora e à hora do almoço, tornando a Baixa um local desértico e inseguro a partir do pôr-do-sol. As excepções foram a Pollux, onde queria ver as formas de muffins em silicone, pois a minha está a morrer, mas é tudo demasiado pequeno, para cupcakes e eu não sou hipster, não faço nem consumo cupcakes. Vou ter de continuar a procurar. A Tiger também estava aberta mas, milagre dos milagres!, saí de lá sem comprar nada (os snacks não contam). Também consegui ir à Ouro Têxteis e à Feira dos Tecidos. Na Ouro Têxteis queria ver alguns dos algodões estampados, mas com a indecisão acabei por não comprar nada, na Feira dos Tecidos não vi nada de interessante a bons preços. Portanto foi uma ida à Baixa sem compras, o que não deixa de ser inusitado. Comprei umas coisinhas no Martim Moniz, mas nada de especial (ando à procura de fivelas em metal para a minha Lonesome Cowgirl do BRC - tenho de ir ao chinês da Av. de Roma).
Depois de comer qualquer coisa, fui a pé pela beira-rio até ao Cais do Sodré, onde o sossego está a desaparecer lentamente, cruzei-me com imensos turistas italianos.
Apesar de chegar cedo à estação dos barcos, devia ter visto o horário antes, pois acabei por esperar 20 minutos e chegar em cima da hora, sem muito tempo para desfrutar de Almada. Felizmente tinha o Sr. Conrad comigo e o Marlowe encontrou o Kurtz. Achei a viagem tranquila, as pessoas respeitaram a distância, no Metro de Almada também, mas com alguns narizes fora da máscara.

A peça, Assembleia, era engraçada, gostei mais do que da anterior que vi, gostei particularmente da pequena história atribuída à minha amiga. Foi uma experiência revigorante, com todo um novo ritual para entrar, pena que não deu para copos pós peça e o teatro ter a ventilação, com este calor dos infernos, desligada. Tinha a minha ventoínha, mas não queria ligá-la sempre, pois a bateria não dura muito mais que uma hora e faz algum ruído. Tinha de ligá-la sempre que os actores faziam mais barulho.

Esta semana tive uma pequena folga de trabalho, já tenho mais, aproveitei o calor dos infernos e a pausa para finalmente passar um paninho húmido com sabão no vestido de veludo da Yuuko, que, por causa do pêlo e não só, não pode ir à máquina. Penteei bem a peruca, passei o ferro de alisar e guardei-a bem tratadinha. Também voltei às costuras, acabei 3 máscaras - já tenho um bom arsenal para quando trabalhar fora de casa -, fiz mais uma em ganga e já tenho a Lonesome Cowgirl quase acabada. Ando a pensar em como fazer as fotos, acho que desta vez vou fazê-las num jardim aqui perto, ou na Alameda, com o pôr-do-sol como fundo.

Na semana passada acabei por esquecer-me de dizer que revi o My Own Private Idaho, que é um filme muito importante para mim, e que ficou a macerar na minha cabeça por uns bons dias. Que desperdício tão grande a morte de River Phoenix. Acho que é neste filme onde gosto mais dele! E depois, Henrique IV, Shakespeare, Keanu, um filme tão sublime!

02 julho 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #16


Andei de metro, fui à Baixa
A Secção Almada veio ter à Secção Alameda/Areeiro e ambas fomos a pé até à secção da Baixa. Descemos a Almirante Reis, coisa que gosto de fazer regularmente, mas não notei grande diferença do antes e depois do bixo, fora pessoas de máscara e gel extra nas lojas. A propósito de máscara, nos Anjos, perto da igreja, é costume andarem sem-abrigo, hoje não foi diferente, mas é mais um problema desta sociedade que veio à tona com a pandemia,. No mínimo as instituições que os ajudam deviam reforçar a distribuição de máscaras, quase nenhum as tinha limpas e andar de máscara ou não, nessas circunstâncias, dá no mesmo. Claro que há muito mais a fazer, mas isto parece-me básico.
TOP MÁSCARA DA SEMANA
~ queremos distribuição de máscaras regular para os sem-abrigo! ~
Na Baixa já senti diferenças. Quando cruzámos aquele limiar entre o Martim Moniz e a Praça da Figueira, parecia estar de volta aos anos 90, bastante menos pessoas na rua, só reparei num TukTuk, e 4 ou 5 turistas. Encontrei uma conhecida na Rua Augusta e reconheci-a pelos óculos escuros giros que arranjou recentemente e mostrou nas redes sociais. Se a Rua Augusta não tivesse esplanadas e ainda existissem algumas das lojas antigas, como a Casa Africana, a Casa Batalha ou a loja das revistas de crochet, acharia que realmente estava nos anos 90.
Estava calor e as minhas pernas já não estão habituadas a mexerem-se tanto. A Feira dos Tecidos tinha muito mais algodões que o costume. Deve ser por causa das máscaras.
Bebemos um belíssimo suminho de abacaxi com gengibre e hortelã, que soube maravilhosamente bem. Pusémos a conversa em dia e separámo-nos no Cais do Sodré.
Apesar de já serem umas 6 da tarde, o metro, felizmente não estava muito cheio. Andei numa carruagem com assentos de cortiça (muito mais higiénicos que os de alcatifa) e as pessoas mantiveram a distância social.

O Projecto Top Secret ainda está de pé e entreguei o IRS, como de costume, no último dia, mas também já está tudo despachado. Como pingou um trabalhinho, tenho estado ocupada. Devo terminá-lo amanhã. Publiquei as fotos do Blythe Runway Challenge (2ª edição) de Junho, cujo tema era Blythe Air, por estarmos todos impedidos de viajar. Como um traje completo de hospedeira (eu sei que agora se chama assistente de bordo, mas optei por um estilo retro) estava na minha lista de coisas a fazer há tempo, alarguei-me e fiz uma série de coisas: um vestido, chapéu, capa, luvas, saco, mala, lenço e brincos. Estou mortinha por saber qual será o tema de Julho!

Aqui na Secção Alameda/Areeiro, a vida continua como de costume, almoço em casa da mamã. Na loja das bebidas ainda é Natal, com direito a árvore cintilante e tudo. Tempos estranhos estes...

Na TV começou a dar a série Good Girls Revolt, que me chamou a atenção pelo guarda roupa do fim dos anos 60, início dos 70 e por incluir entre as personagens, Nora Ephron, que ficou conhecida como argumentista nos anos 80 e 90, de comédias românticas como When Harry Met Sally ou Sleepless in Seattle. A série é sobre a redacção de uma revista e a disparidade entre homens e mulheres. Não desgostei. Também vi uns filmes, How I Live Now, com Saoirse Ronan, cujo cartaz me lembro de ver nos autocarros em Edimburgo, em 2013, que se revelou muito mais interessante (e apocalíptico) do que os cartazes e o título fazem acreditar.

18 junho 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #14


Alarguei Horizontes

Esta semana foi parecida com as anteriores, umas costuras aqui e ali, coisas em desenho vectorial, excepto o último dia, onde várias coisas aconteceram.
A primeira foi a reinstituição do almoço semanal em casa da mãezinha, ainda sem abraços nem beijinhos, descalça à porta e com ida imediata a lavar as mãos. Soube bem e ela fica toda contente.

A segunda foi que desta vez caminhei até mais longe, fui finalmente à Gulbenkian. As ruas das Avenidas novas estavam sossegadas, como aliás é costume, a Avenida da República tinha bastante mais trânsito que da última vez que lá estive, quando quase se podia caminhar à vontade pelo meio do asfalto, mas mesmo assim consideravelmente menos que o habitual. As lojas e as pessoas é que, fora as máscaras, pareciam quase normais. Na Gulbenkian (e aliás noutros jardins e largos ajardinados) parecia que Lisboa inteira descobriu de repente para que servem os jardins! Raramente vi lá tanta gente, nem ao fim de semana. Sobretudo crianças pequenas a guinchar... céus! Que saudades da Gulbenkian dos anos 70 e 80, quando não se via vivalma durante a semana. É provavelmente coisa que nunca mais hei-de ver. Mas fotografei as tartarugas a fazer semi-arabesques, os patos e as carpas gigantes. O anfiteatro infelizmente estava barrado. É pena, pois se não estivesse, talvez as pessoas estivessem mais espaçadas. Próximo passo: Baixa e, quem sabe, andar de transportes públicos.

A terceira é que apareceu um trabalho com que já não contava muito, por causa do covido, e a quarta é que, fora uma última revisão, tenho o projecto top secret pronto a entregar. Torçam por mim!
TOP MÁSCARA DA SEMANA
~ máscara presa, qual condecoração,
entre o botão e a casa do segundo botão de uma camisa ~
Na TV terminei de ver os filmes de Jerry Lewis, soube bem, e comecei a ver uma série tokusatsu mahou shoujo, no canal de tokusatsus da TOEI no YouTube, Mahou Shoujo Chukana Paipai. -- "Raymondo!" -- Delicioso! Também vi mais dois episódios de Sailormoon Crystal. A ver se termino logo a série, pois talvez deixe de ter tanto tempo livre e não quero interromper outra vez.
Também voltei a pegar devagarinho no cosplay da Lum, usei numa ganga rija que me deram, como nova entretela do obi e quero corrigir o colarinho da yukata, que graças a um tutorial recente e muito bom de como fazer um kimono em casa, esclareci algumas pequenas mas muito importantes dúvidas existenciais acerca da sua construção. Coisas que nunca estão explicadas em lado nenhum, graças à mania dos japoneses não registarem nada. Sou capaz de também fazer o juban e, quem sabe, o obi-ita. Tenho de ir ver aos tais tecidos que me deram o ano passado, se há lá algum que seja bom para isso, o polipropileno já tenho.

06 junho 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #12


Ao chegar à 12ª semana e a ver a vida nas ruas a voltar praticamente ao normal, pergunto-me se valerá a pena continuar estas crónicas. As coisas podem já não parecer tão negras, mas o bixo é invisível e os casos aumentaram bastante em Lisboa. Enquanto não me sentir segura e tiver vontade e tempo, a Secção Alameda/Areeiro vai continuar.

Esta semana fui ao Aldi de Telheiras, de carro, com a mãezinha, e atravessei a fronteira de Arroios. No Aldi, como no Continente na semana passada, havia uma estranha ausência de iogurtes gregos naturais. Só havia com frutas ou açucarado em baldes. Nada de Buttermilch. A minha teoria é, até porque o atum também estava em falta no Minipreço, quando houve o assalto aos supermercados, uma, duas semanas depois esses produtos com muita procura voltaram, mas como durante a quarentena a produção deve ter diminuído, agora é que as faltas começam a notar-se.
Em Arroios, muito mais que no Areeiro chunga, nem parece que deveríamos agir com precaução e vejo muito poucas máscaras, sem ser tapa-queixos. Falando em máscaras:
TOP MÁSCARA DA SEMANA
~ máscara tipo pulseira no bíceps ~
~ híbrido entre pála e máscara, que aparentemente não protege grande coisa ~
Cá por casa tenho andado ocupada com 3 coisas: com o plano Top Secret, a acabar umas máscaras para vender e com o primeiro desafio do Blythe Runway challenge. As máscaras estão quase prontas, 3 das 6 peças do BRC estão prontas e o Top Secret será entregue em breve. Em Julho poderá ser revelado. Ah, e pela primeira vez mexi num cosplay a precisar de atenção, aproveitei um pedaço de ganga rija que me deram, para usar como entretela para o obi da minha Lum. sou capaz de acabar de embainhar a yukata a seguir. Se faço o juban e o obi-ita a seguir, logo se vê. Os materiais estão cá. A cama IKEA está pronta, mas não sei onde enfiei as dobradiças das portas do roupeiro, a Mod Amidala e Leia já estão fotografadas.

E estão a dar uma série de filmes do Jerry Lewis na FOX Movies. Sempre lhe achei piada e agora, revendo os filmes ao fim de uns bons 20 anos, percebo como eram mais bem feitos do que lhes dão crédito. Até guarda roupa por Edith Head têm. O filme Geisha Boy, ao contrário do que o título indica, não entra em nenhum dos clichés depreciativos acerca do Japão. Pelo contrário, nesse sentido, consegue ser muito superior a um Memoirs of a Geisha, pois os actores orientais são todos japoneses ou descendentes, os kimonos todos genuínos e o kitsuke perfeito. Se tivermos em conta que um foi feito pelo studio system, no auge da segregação nos EUA e da ocupação militar no Japão (é sobre isso) e o outro já neste século, por um realizador mais ou menos independente, parece-me que houve um retrocesso hollywoodesco.

O mundo parece ter se cansado do Pó Calypso, e as reacções às suas consequências começam a sentir-se. Destacam-se dois movimentos, o #pelopresenteefuturodaculturaemportugal, contra a trapalhice e falta de medidas de apoio do nosso governo em relação a um problema bem antigo e que me afecta directamente, dos intermitentes da cultura; e o #blacklivesmatter, resultante de um último acto de violência policial nos Estados Unidos, que resultou na morte injusta de George Floyd. O primeiro tem gerado alguma discussão e manifestações por parte dos meus colegas da cultura, e espero que não caia mais uma vez em saco roto. O segundo é muito complexo, obriga a uma reeducação das sociedades pan-europeias e ex-colonizadoras, cujo bullying millenial online não me parce ser eficaz. Sou 100% a favor da causa, mas acho a abordagem de barafustar até sermos ouvidos, imatura e ineficaz. Digo isto porque já agi assim e nunca me levou a lado nenhum. Seria muito bom que as massas ouvissem, raciocinassem, para além de barafustar. Veremos o que acontece daqui por diante, mas acho que as moscas apanham-se com mel e não com vinagre.

Há um ano estava a caminho do Porto.

28 maio 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #11


O Sol dá Cabo de Mim!

Esta semana foi um pouco diferente, a mãezinha fez anos e, pela primeira vez em mais de 2 meses, entrei na casa dela, só na entrada, e fomos juntas passear. Sem abraços nem beijinhos, de carro e de máscara. Também foi a primeira vez que uma Blythe saiu à rua no Pó Calypso. Não tínhamos um plano, mas já que íamos de carro, pensámos em ver o rio. Ao entrar por Monsanto, lembrei-me que ainda não tínhamos ido ao Panorâmico, mas estava fechado, não por causa do bixo, mas para obras. Acabámos por fazer um passeio de carro algo nostálgico por Monsanto, que era um passeio frequente quando eu era miúda.
Belém é nossa! Gritei eu no largo em frente aos Jerónimos, sem ninguém por perto para olhar-me de soslaio. Já não via Belém tão vazia desde que lá morei em 1983 (passámos em frente ao nosso prédio, as janelas foram substituídas por janelas de uma só folha, ficam sempre estranhas num prédio do inicio do séc.XX), e mesmo assim nunca num dia de Sol! Estivémos um pouco à sombra das oliveiras do CCB, comemos um geladinho, a nova parede de plantas trouxe passarinhos e tornou o CCB menos inóspito, os Pastéis de Belém estavam vazios, mas já só vendem Pastéis. Nos anos 80, até ao fim do século, tinham outros bolos e eram deliciosos. Passava por lá para ir à escola, a semanada permitindo, costumava comprar um para o lanche quase todas as manhãs. Por fim, como não estava mais ninguém à porta senão os seguranças, entrámos na igreja dos Jerónimos! Deviam estar mais umas 3 ou 4 pessoas lá dentro! Mesmo assim, tinham os bancos barrados e não pude avançar muito para tirar a foto à sua magnífica abóbada.

Tenho andado ocupada com o meu plano de mudança de carris, a acabar a cama das moças e entrei num passatempo no feicebuque, o Blythe Runway Challenge, segunda edição. Não pude participar na primeira edição, ainda no Flickr, pois as participações eram limitadas e cheguei demasiado tarde para me inscrever. Foi com o BRC que fiquei a conhecer algumas pessoas de quem acabei por ficar amiga, como a Jaszmade* ou a Woollyrockers. O primeiro desafio é o BlytheAir Challenge e, como já queria fazer uma hospedeira há anos, não páro de fazer coisas. Já fiz o vestido, o chapéu, estou a fazer uma capa, uma mala, um saco e ainda vou fazer umas luvas.
Cá em casa, consegui a proeza de partir 2 tigelas numa semana, a da Wonder Woman (T_T), que vou colar, pois só se partiu em 3, e uma do par de malgas amarelas que comprei por €1 na Almirante Reis.

Com o calor que apareceu é que não dá mesmo vontade nenhuma de sair à rua. Mesmo assim, há que comer e fazer o supermercado, desta vez fui pelo Bairro dos Actores e um bocadinho mais tarde, para fugir à torreira que faz deste lado da Alameda à tarde. As lojas da Guerra Junqueiro, Praça de Londres e Avenida de Roma já estão quase todas abertas se não visse pessoas de máscara na rua, nem perceberia que ainda estamos no Pó Calypso. Por mais que goste do ambiente distópico, ver as coisas como de costume dá uma boa sensação que a vida continua!
Falando em máscaras, decidi criar o:
TOP MÁSCARA DA SEMANA
~ máscara a tapar a nuca ~
Entrei no chinês à procura de uma coisa para a minha hospedeira (que não havia), o alcoól gel do chinês cheira a BA-GA-ÇO! xD O Continente, que continua a ser o supermercado onde vou com maior indisciplina, colocou um dispensador de gel novo, de pé. Engraçado. Lá dentro, os sacripantas levaram os iogurtes naturais todos! snif...
O dia não terminou da melhor forma, com uma altercação com a pita, filha da vizinha do lado, que insiste em fazer sala na entrada do prédio, ficam lá ho-ras! Ficou ofendida quando perguntei se não têm quintal para fazer sala. Enfim, gente bronca e mal educada, que teve um rebento ainda mais bronco e mal educado. Que apanhem o cóvido, já que desconhecem o significado do conceito de distanciamento social.

Acabei de ver a série War of the Worlds, gostei de algumas coisas, mas no geral achei aborrecida. Agora estrearam umas quantas, a ver se quando terminar a cama, volto a ligar o PC à TV, retomo Years and Years e começo a ver The Great, com a brilhante Elle Fanning.

21 maio 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #10


Esta semana foi muito tranquila e rotineira. Nada de extrordinário a relatar, apenas que os CTT voltaram a falhar em grande escala, o meu tecido "Sewing Woes", caro, um pequeno capricho que me dei, pelo qual paguei correio registado, a ser entregue em mão, assinado, foi desplicentemente deixado no meu capacho da entrada, sem sequer se dignar a tocar à porta. Bonito. Por outro lado, o tecido valeu a compra! Só não sei o que fazer com ele, tenho mais ou menos 4 quadrados com o desenho, sou capaz de fazer um furoshiki, pois não tenho suficiente para fazer uma peça de roupa onde se veja a história toda. Digo história, pois trata-se de uma pequena banda-desenhada, em estilo retro, com os desgostos da costura. Simplesmente fabuloso! A qualidade é muito boa. Idealmente, teria ££ suficientes para comprar que chegasse para um vestidinho, mas infelizmente não há orçamento para mais, por isso acho que vou esperar um tempo para ver se me vem alguma inspiração divina.

Dei mais uma demão à cama, espero que a próxima seja a última, o branco é lixado, e finalmente termine esta empreitada. Tive uma ideia gira para máscaras sociais, estou a fazer umas, pouquinhas, para vender.

Continuo a não ver nada de especial na TV e vi na Time In, que deu o Barbarella no fim de Abril e NINGUÉM me avisou! Não é grave, já vi o filme muitas vezes, inclusive no cinema, e tenho em DVD, mas é de certa forma histórico, pois acho que a última vez que o Barbarella tinha dado na TV, foi em 1982, quando também perdi, por não saber que ia dar.

Na ronda da semana, bati de certa forma com o nariz na porta da loja de fotocópias, onde costumo mandar imprimir as minhas coisas. Era previsível e deveria ter telefonado antes de ir. Não foi grave, não tenho pressa e não é assim tão fora de volta. Para a semana trato disso.
A Primavera resolveu desconfinar e estava um calor dos diabos, devia ter levado chapéu. Talvez por isso, senti-me completamente desinspirada quanto às compras, vai ser massa com molho de frasco 2.0 esta semana. O chinês reabriu, pude comprar purpurina vermelha e havia um elástico estreitinho, fantástico para as moças.
A insdisciplina geral quanto às máscaras e distanciamento social continua, a minha preferida do momento, são aquelas pessoas que se aproximam do outro e puxam a máscara para baixo para conversar melhor. Já me cansei de refilar, simplesmente fujo das pessoas.

14 maio 2020

Semana #9 - Secção Alameda/Areeiro


Não tenho WiFi na casa de banho

A batcave, sem os beneficios, é um bocado para o comprido e, quando pus banda larga, por consequência WiFi, pus no quarto, onde já estava o outro modem, que é na "ala" oposta à casa de banho. Resumindo, com 2 paredes antigas e grossas pelo meio, não tenho WiFi na casa de banho. Porque é importante? Porque há momentos em que uma pessoa precisa de entreter-se e coisas como revistas ou banda desenhada são o ideal porque podem ser divididos em porções curtas. No Pó Calypso são a única coisa que ando a ler... em papel. Já tinha um Tio Patinhas (na realidade não é um Tio Patinhas, é um Hiper Disney, mas Tio Patinhas é o termo genérico que a minha geração adoptou para banda desenhada da Disney com os patos) quase no fim, e portanto tinha de arranjar mais coisas. Prefiro pequenos formatos, pois não tenho muito onde por revistas sem as estragar e então decidi ler um livrinho que trouxe de Bristol, o Gear Guide, um pequeno guia, publicado originalmente em 1967 (o meu é uma reedição de 2013), das lojas de roupa da Swinging London. O livro é uma pequena delícia retro, com algumas ilustrações, e é realmente um guia detalhado das lojas de Carnaby Street e Kings Road, incluindo detalhes como o tipo de roupa, qualidade e preços. Ainda me lembro de quanto vale 1 Shilling, ainda circulavam nos anos 80, mas 1 Guinea já é demasiado antigo para me lembrar. Ainda tem uma introdução com a contextualização histórica das primeiras boutiques para a gente nova da época. Agora que já acabei o Gear Guide, fui buscar os Diaboliks, BD italiana que colecciono, que queridos amigos, a quem muito agradeço, me trouxeram de Itália no ano passado. Já li dois e estou a começar outro. Dá-me imenso gozo ler aquelas aventuras rocambolescas em italiano e adoro o estilo dos desenhos.

Esta semana andei às voltas com a burrocracia e uns serviços académicos do século passado da ESTC, mas já tenho os documentos que precisava, em formato digital, que é o que realmente importa.
Também tenho andado ocupada com algumas tarefas gráficas no outro computador, vou fazer uns testes a um plano que tenho há algum tempo, se funcionarem, vou por uma nova mini colecção para as Blythes cá fora. Entretanto continuo com a cama, que já só precisa de umas 2 demãos de tinta, e em modo Mod Star Wars. Quando engreno em algo criativo como isto, costumo andar em modo brainstorm constante e estava a fazer-me imensa confusão não ter ideias nenhumas para as poucas personagens principais femininas de Star Wars. Mas entretanto finalmente veio-me uma ideia para a Leia, que já está feita, que cuspiu cá para fora uma Amidala, que também já está pronta. Em progresso ainda estão os droids (R2-D2, BB-8 e D-0) e o Chewie, mas também já ando a cogitar o Han. A Rey, o Kylo e os Stormtroopers é que ainda não surgiram, mas tenho muitos para fazer até lá.
Quero ver se agora mudo um bocadinho de registo e volto a pegar no cosplay da Hokuto. Não é que tenha grande pressa, pois provavemente já só o vou usar no Photoshoot do próximo ano, que os eventos foram cancelados e mesmo que não fossem, não tenho grande vontade de arriscar ir a algum. mas como a máquina de costura pifou e vou costurar pelo menos parte à mão, é melhor ir recomeçando, que a quarentena não dura para sempre.

Continuo a não ligar o PC à TV, mas esta semana a FOX repôs a série War of the Worlds e finalmente comecei a vê-la. Não tinha gravado os primeiros episódios. Também tenho andado a ver a série portuguesa A Espia, Arrow e a rever o MacGyuver. Tenho visto uns filmes na TV, mas nada digno de nota, excepto que a SIC finalmente deu o Contagion, que tinha dado há relativamente pouco tempo, pois foi quando vi o filme a primeira vez. Os paralelismos com o Covid-19 são inevitáveis, mas o governo americano porta-se sempre super bem nos filmes de Hollywood.

Desta vez alarguei a ronda da semana, fui passear, sim, passear, ao Saldanha. Primeiro passei à porta da Junta de Freguesia, pois andavam a pedir caixas de ovos vazias, e bati com o nariz na porta. Foi tudo para a reciclagem. Temos pena. Os correios já estão abertos à tarde, o que é um alívio. Depois de ir ao correio, subi a Alameda do outro lado e fiz o caminho que costumo fazer a pé para ir ao Saldanha: Rovisco Pais, Arco do Cego, Praia da Vitória, Saldanha. Estava fresco e a prometer chuva, quando cheguei à Praia da Vitória começou a chover a sério, já não chegavam a parka (como gosto da minha parka!) e o guarda-chuva, abriguei-me debaixo da mão gigante do Evolution. Aliás, que tempo é este em Maio? Por mais que me saiba bem, não deixa de ser estranho.
Fui à Tiger, acho que a primeira de Lisboa a reabrir, e soube tão bem! Trouxe umas coisinhas que precisava, pauzinhos compridos (para a cama), uma caixa de arrumação (o calçado das moças nunca mais acaba), um tubo de cola de batom, um filtro para o ralo do lava loiça, e outras que não precisava, uns óculos escuros laranja lindos! O Monumental foi todo esventrado, só ficou o esqueleto. Não tenho grande amor por aquele edifício, tinha pelo antigo Monumental, mas fiquei curiosa com a metodologia e dimensão das obras! Desci parte da Avenida da Republica, constatei que o Saldanha e a Avenida da Republica estão muito mais sossegados e ainda está quase tudo fechado, que aqui no Areeiro e Avenida de Roma. Será que é porque mora menos gente por ali? Na zona do Arco do Cego e Bairro do Arco do Cego, também estava tudo um sossego, excepto 1 ou 2 grupinhos de adolescentes (numa razão de 1 para 4 com máscara), mas ao regressar à Avenida de Roma, era a vidinha de sempre e trânsito suficiente para ter de atravessar nos somáforos. A propósito de máscaras, cada vez dou mais razão aos argumentos da Ministra da Saúde para não as recomendar, as pessoas não as sabem usar e, usando, ignoram completamente o distanciamento social. Fui a três supermercados, o Minipreço e o Auchan com controle de entradas, mas no Continente é a lei da selva, entra quem quiser e ninguém respeita o distanciamento, mas desta vez ao menos tinham gel à porta. Encontrei um conhecido na secção dos queijos. Acenámos.
Soube tão bem a chuvinha! As rondas vão passar a ser mais alargadas.

08 maio 2020

Secção Almada - Semanas #7 e #8





Estou em crer que as máscaras cirúrgicas cheiram a cócó

Voltei a andar de transportes. É um alívio. Já terminei um livro sobre o serviço de cardiologia de um hospital na Flórida, chamado "Mulheres de Branco". Até aprendi um novo método de retirar toxinas do sangue. No entanto, hoje esqueci-me da máscara mágica que fiz e a segurança da estação da Fertagus obrigou-me a ir comprar uma nova. E cheirava a cócó.

Os autocarros mudaram os horários e mudaram o sítio onde param. Hoje um senhor gordo, com grandes nádegas peludas saindo da calça de ganga, veio a correr perguntar se o autocarro parava ali. Deixei-o sentar-se, porque parecia prestes a ter uma apoplexia, e expliquei-lhe onde o autocarro parava. Pareceu não compreender. Depois sentou-se à minha frente no transporte e pareceu-me cheirar ainda pior.

Falando em máscaras, gosto muito das pessoas velhotas que a usam debaixo do nariz, para poderem respirar melhor, mas gosto especialmente das pessoas velhotas que a usam dentro do bolso da camisa. Parece que agora, como usamos máscaras, o sentido de distância social desapareceu. As pessoas chegam-se a mim e algumas tocam-me, o que me perturba. Para não sentir o cheiro da máscara passei a andar no trabalho com uma viseira, que ofereceram de um distribuidor de medicamentos. Sinto como se tivesse à frente da cara o vidro de um óculo gigante.

Voltei às aulas de costura, mas não tenho tecidos para fazer partes novas do meu projecto. Estou ansiosa por voltar a Lisboa para ver os tecidos, mas considerando que não posso ficar a fazer sala num sítio qualquer a ver a vista, por outro lado também não me apetece. O que estou ansiosa para fazer realmente é reunir-me com as pessoas que aprecio no meu quintal, que se tem estado lá tão bem com este sol de Maio.

Começamos a ver a série "Sete Palmos de Terra", com 20 anos de atraso. Estou a adorar, é muito divertida e fala da morte, que é um assunto que me interessa.

A minha tosse está todos os dias pior. Ou é corona ou é cancro. Espero que seja corona.

06 maio 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #8


Estou a adorar todas as possíbilidades criativas deste Pó Calypso. Começou com o espanhol a ir por o lixo à rua, vestido com um fato insuflável de Tiranossauro, uma junta de freguesia (já não me lembro qual) a vestir os funcionários (do lixo, entregas e afins) com fatos de super-heróis, a cosplayers a irem às compras em personagem, um moço que conheço usou uma máscara de gás, e por aí em diante. A última foi de um grupo de artistas berlinense, Plastique Fantastique, que criou um capacete-bola transparente, para usar enquanto estiver vigente a proibição de circular nos transportes públicos, sem proteger a boca e o nariz. Parece que de repente, mesmo o português mais conservador e pequenino de pensamento, passou a tolerar "maluquices", nem que seja para descomprimir. Pessoalmente, só não vou às compras em cosplay porque a maioria dos fatos são de alta manutenção e sinceramente não me apetece ter de andar a tratar deles, isto é, desinfectá-los, quando chegar a casa. Já para não falar no desconforto. Aliás, tenho cá três (dois, que entretanto tratei da Non) para limpar e arrumar como deve ser há meses x_x. e também não tenho personagens conhecidas, o impacto não seria o mesmo.

Posso não estar a tratar dos cosplays, mas dei um trato na minha prancheta, fiel companheira e mais velha que eu. Dei-lhe uma lixadela e passei-lhe óleo de cedro. Não está como nova, precisa de uma lixadela maior, mas lá voltarei.

Esta semana voltei ao Lidl, o cappuccino já tinha acabado e dava jeito mais uma ou outra coisa que costumo comprar lá. Apesar de as ruas estarem "business as usual", mas com aparadores de queixo, em vez de máscaras, o Lidl estava mega sossegado, mais ainda que na minha visita anterior.
Mas as pessoas continuam a não cumpir o distanciamento social e, com o aumento da população na rua, os stresses multiplicaram-se. Os mais frequentes continuam a ser: pessoas têm um passeio largo, pessoa A chega-se para a direita porque se vai cruzarr com pessoa B, pessoa B chega-se para a sua esquerda, quase esbarrando com pessoa A. E se se diz alguma coisa, o argumento é eu não estar a usar máscara, na rua (só é obrigatório em espaços fechados e transportes públicos), com passeios largos, onde passam normalmente poucas pessoas x_x Mas também vi bastante mais polícia na rua a fiscalizar a malta.

Aqui em casa pinta-se uma demão de tinta na mini cama Stuva por dia e faz-se roupa de cama. Para já foi só almofada, edredon e respectiva fronha e capa. Tenho de ver tecidos para fazer pelo menos um lençol de baixo. Também ando a costurar umas coisinhas para as moças, às fases (incluindo continuar os vários Mod Star Wars que tenho em progresso). Tenho coisas para fazer no outro PC, provavelmente vou atacar ainda esta semana.
Fiz uma pausa nas séries, pois a cama exigia muito a minha atenção e lixar faz barulho, fiquei-me pelas novelas e pela Rádio Oxigénio (102.6), que tem andado melhor durante o Pó Calypso. Esta semana devo voltar.

Andava a cogitar ir à Baixa e ver o rio, a pé, na próxima sexta, mas entretanto pensei que não vale a pena, metade das lojas onde preciso de ir ainda devem estar fechadas, vou esperar pela próxima fase do "desconfinamento" (que palavra mais ridícula ^_^;). São 3 freguesias de distância, tem de valer a pena!

24 abril 2020

Secção Almada - Semanas #5 e #6




Quer queiram quer não, a partir de dia dois vou voltar a andar de transportes

Estou farta de ir para o trabalho de carro, embora agora só vá alguns dias por semana e o programa da Antena 2 que esteja a dar seja muito interessante. Chama-se "Um shot de liberdade" e apesar de a intro ser assustadora, mesmo para rádio, coloca em confronto actores, dançarinos e outro pessoal curador das artes. Eles falam uns com os outros e dizem mal uns dos outros e é muito divertido. É uma espécie de Fátima Lopes para eruditos.

Enfim, vou voltar a andar de transportes. Tenho lido em casa, tento ler um bocadinho todos os fins do dia, mas isso significa que só avanço umas cinquenta páginas por dia (dependendo do livro) e por isso ainda só li metade de um livro e metade do outro. Isto não faz um livro inteiro, o que me desespera. Apesar de nunca mais ter pegado na máquina de costura decidi que vou fazer uma máscara para andar nos transportes. Depois comprarei uma viseira fashion.

Essa máscara vou fazê-la com um tecido lindíssimo que ali tenho só um resto. E o melhor é que vai ser um em dois (ou dois em um?) porque o tecido é reversível. Aí parece que tenho duas máscaras.

Terminei Saiki Kusuo no Psi Nan, que não foi tão engraçado como preconizava, e vi os dois filmes de Kyokai no Kanata. Estes filmes provaram que o anime vinga melhor quando não se focam em personagens, em narrativa, em nada: só precisam de ir em modo full-anime no último arco e ter lesmas bolhosas de negritude malvada a possuir toda a gente através de dendrites cor de rosa. Depois explodir. Temos visto muitos filmes dos anos 80. "Greetings", aprendi com o Starman. Terminámos, a ferros, His Dark Materials. Está menos fixe que o livro, mas não se pode pedir demasiado. E começamos a nova season de What we do in the shadows, que continua hilariante.

No outro dia tentei ler as cartas Sakura que mandei vir do Wish com uma amiga. É preciso alguma imaginação para perceber o que as cartas querem significar. É preciso imaginação para tudo.

Tento escrever um bocadinho todos os dias. Hoje escrevi a minha Crónica do Pó Calypso. Tenho escrito umas histórias com demos só para relaxar. Cada vez gosto mais de demos. É mesmo preciso imaginação para tudo.

22 abril 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #6


Aqui em casa é tudo ao ralenti

Após estas 5 semanas, tratei de mais um pendente não urgente: Há cerca de um ano ofereceram-me uma impressora/scanner praticamente nova, da EPSON. A antiga dona não percebe nada do assunto e nem me sabia dizer em que condições estava a bicha, sóque não a usava. Como não tenho grande necessidade de imprimir coisas no dia-a-dia, e sabia que ia perder umas horas a instalá-la no PC antigo (e perdi), que é onde tenho os programas gráficos que lhe poderão dar mais uso, não me meti a instalá-la. Foi desta! Tive de ir buscar as drivers, etc., o plug & play do Vista desactualizado ainda funciona pior agora, mas depois de algumas voltas lá a instalei e está a funcionar! É daquelas EPSON Stylus com as cores em tinteiros individuais, I'm not worthy! Acho que aquela placa de contraplacado a pedir-me para fazer um beliche (da IKEA) para as moças, vai finalmente ser usada! (...) Já está quase toda cortada, parcialmente construída, hoje comprei mini dobradiças e lixa e para a semana vou buscar tinta acrílica branca (não, não tinha) à Varela, que reabriu esta semana. E também acho que a Arashi vai finalmente ter a sua Strato (vermelha, claro!), a Oriana mais livros, embalagens de comida, revistas, enfim, miniaturas para as moças.

Eu bem que estava a estranhar a falta de manifestações do vizinho das obras! Enquanto estava às voltas com a instalação da impressora, lá tive uma sessão de porta aberta (o meu quarto, onde está o escritório, é mais perto da porta da rua), com direito a música, que felizmente eram êxitos dos anos 80, e a rebarbadora! Vá lá que não foi muito tempo e não foi às 8h da manhã, mas tinha de ser...

The Mod Child
Falando em moças, acrescentei mais uma personagem à família Mod Star Wars, o/a The Mod Child. Tinha cá os materiais todos (veludo verde seco, camurça falsa cor de camelo, pêlo de carneiro falso) e nenhuma peça é muito complexa. Adoro o resultado! Tenho andado cá a magicar como poderei juntar todos numa espécie de galeria. Para já só na página do feicebuque, que ainda não actualizei.

Foi também precisa uma quarentena para finalmente cozinhar favas! Favas e morangos são uma espécie de tradição nos meus anos, que nem sempre cumpro. Aliás, as melhores favas são as da mãezinha e nos últimos anos temos almoçado comida feita por outros. Este ano, mal percebi que ia pela primeira vez na vida comemorar os meus anos sozinha, os planos foram delineados: iria fazer o bolo mais guloso que sei, cheio de chocolate para as endorfinas, os Bloomin' Brilliant Brownies do Jamie Oliver e, tendo encontrado favas congeladas na minha visita ao Lidl, fazer favinhas guisadas pela primeira vez. Usei o meu vestido de avozinha novo, os meus sapatinhos que o carteiro deixou na tasca da esquina, em vez de me tocar à porta (a propósito, hoje chegou a resposta dos CTT: "o objecto em referência foi depositado no RPD-Receptáculo Postal Domiciliário em (...) na morada que nele constava" - no comments), e vi filmes. Revi o High-Rise, continua um novo favorito, e o Great Gatsby de 1974. O Baz Luhrman nunca devia ter feito a adaptação dele, não vale nada ao pé desta adaptação, muito mais fiel ao livro e magistralmente realizada. Também revi dois Keanus clássicos: Point Break e The Matrix e terminei Star Trek: Picard (ainda não bloguei sobre a série). Agora comecei a fabulosa Years and Years, do meu herói Russel T Davies. Como o WiFi não chega à casa de banho, em geral tenho lá sempre algo leve para ler, banda desenhada, revistas, etc. coisas que possam ser interrompidas após poucas páginas. Agora terminei um livrinho delicioso que comprei em Bristol. Originalmente publicado em 1968, a minha edição é de 2013, o Gear Guide (ISBN 978-1-90840-256-1) é um pequeno guia ilustrado das lojas de roupa da Swinging London dos anos 60. Uma viagem no tempo. O próximo será mais um volume da minha colecçãozinha de Diabolik, BD italiana.

A ronda semanal foi sem nada de notório, há muito mais gente na rua, as pessoas não sabem colocar as máscaras e continuam a não respeitar o distanciamento social. A minha máscara de tubarão fez sucesso entre as meninas do Minipreço, que têm sido as mais humanas e disponíveis de todos os estabelecimentos que tenho visitado. Mais algumas lojas reabriram, como a Varela.
 A minha mãe ofereceu-me um outro bolo de chocolate apudinzado, delicioso!

15 abril 2020

Seccção Alameda/Areeiro - Semana #5


Foi preciso uma quarentena para voltar a ver Sailor Moon Crystal (e anime)

Acabei de ver um "coronaoke", do Robbie Williams, no instagram, que me pôs muito bem disposta! Raisparta que o homem canta que se farta! E tem bom gosto musical. Não tenho visto lives, parecem ser todos ao mesmo tempo e não há grande pachorra. Vi este porque carreguei no link sem querer e foi um belo acaso!

Pois, semana #5... já estamos nisto há mais de um mês? Sinceramente nem parece, mas já dou por mim a pensar que nem tão cedo estamos safos. Mesmo que Portugal, que parece estar a portar-se bem, esteja com isto controlado em, digamos, 2 meses, nada garante que os outros países estejam. Portanto tudo o que dependa de deslocações ao estrangeiro, festivais, espectáculos, deslocações a trabalho em geral, só mesmo para o ano ou quando houver vacina - que também só deve ser para o ano, pelo menos para a população em geral. Por um lado até sinto um certo alívio por, por razões completamente alheias ao bicho, ter decidido que este ano não iria na minha costumeira viagem no início de Outubro ao Reino Unido (desta vez seria Sheffield, com passagem pela minha querida Manchester - I <3 MCR), à BlytheCon UK. Tenho sérias dúvidas que, do modo como as coisas estão a correr no RU, que em Outubro já seja seguro ir lá por lazer. E ao menos não perdi o dinheiro da banca e muito provavelmente nem teria para a viagem, pois o meu trabalho, que em geral me paga o voo, foi adiado. Nada de viagens em 2020 :'(

Esta semana fiz uma máscara de tubarão, porque sim, porque queria ter uma que fosse divertida. Logo vejo se a vou usar. A escolhida paraa ronda foi a vermelha às bolinhas.
Também tive uma pequena epifania de costura. Há 4 anos, com a Miss Mod Vader, dei início a uma série de versões mod anos 60 de personagens de Star Wars, para Blythe. Tudo começou com querer levar sempre um Vader à ComicCon, onde acabei por ir só duas vezes, e, inspirando-me na figurinista Costumer's Closet (pelo menos acho que foi ela), que fez uma versão mod do Vader para o Costumer's College, e fiz a minha versão. No ano seguinte, a tempo do Sci-Fi Lx, tive uma epifania e criei um Mod Imperial Guard, o meu fato preferido de todos os figurinos de Star Wars e cosplay de sonho, que resultou ainda melhor. Tinha aberto as portas... Entretanto fiz o Mod C3-P0, um Rebel Mod Pilot, e tenho em curso os outros droids (Mod R2-D2, Mod BB-8 e Mod D-0), o Chewbacca e chego à epifania número 2, que devia andar a cozinhar na minha cabeça há uma semana: ou seja, Mod Child, ou Baby Yoda, de The Mandalorian. Tinha os materiais todos, já está quase acabado e a ficar giríssimo! Quando as lojas reabrirem, tenho de arranjar umas collants daquele verde, pois só tenho verde alface.
Também estou a tratar de umas encomendas para as Blythes, por isso tive de madrugar para fazer a ronda de supermercado da semana, para ir por uma no correio.

Parece que as pessoas ainda não compreenderam que isto não são umas férias da Páscoa prolongadas! Hoje vi o dobro das pessoas e o dobro dos carros na rua, estavam umas 6 ou 7 pessoas à minha frente nos correios, enquanto têm estado no máximo umas 2 ou 3 das outras vezes, vi imensas ambulâncias na direcção das Olaias, algumas lojas, até agora fechadas, reabriram e ouvi um avião passar esta manhã! Apesar da crise de saúde pública que estamos a viver, tenho ouvido e visto muito poucas ambulâncias, menos que o habitual. Nas minhas rondas de supermercado, tenho atavessado sempre a Almirante Reis, que é uma espécie de corredor de ambulâncias, daí ter estranhado ter visto pelo menos 3 a passar em menos de 10 minutos. As lojas que reabriram eram de comida, a charcutaria Diplomata e a Empadaria Alentejana, ao lado. Sim, marcharam umas empadinhas deliciosas!
Dilema da semana: pessoa A tem um passeio com 4-5 m de largura e cruza-se com pessoa B, parada na fila do supermercado, cumprindo a devida distancia social e ocupando a beira do passeio, deixando 30 a 50 cm da berma livres. Porque é que a pessoa A não passa pelos 4,5 m que tem ao seu dispor e resolve passar pelos 50 cm à beira do asfalto?
E sim, a tasca da esquina deve ter mel, para além da cerveja, cada vez vejo mais gente a tascar à sua porta. Aqui os passeios só têm uns 2,5 m de largura...

Finalmente consegui arranjar o meu adorado sabão azul e branco, se não fosse o risco da embalagem estar viral, até lhe tinha dado beijinhos, mesmo através da máscara! Não procurei álcool, mas também não preciso. A propósito de álcool, o Continente, para além de ter reaberto as escadas rolantes, deixou de ter o gel desinfectante à entrada, porquê? O Minipreço e o Auchan tinham. Finalmente arranjei pão que costumo comprar, de Mafra e também já tenho os ingredientes todos para o bolinho de anos :9~

Já terminei Chernobyl, já só me faltava uma semana e comecei a ver Star Trek: Picard. Estou a gostar, embora ache que o tom é bastante diferente dos Star Treks anteriores, lembra mais Caprica.
Entretanto, adicionar Sailor Moon Crystal às sessões de PC na TV foi boa ideia. Finalmente vi o arco da Black Moon até ao fim e estou a gostar imenso do arco Death Busters/Witches 5! Quando deixo de ver uma série, em geral é porque apareceu trabalho e deixei de ter disponibilidade para continuar a vê-la. Quando volto a ter disponibilidade, acabo muitas vezes por começar outra que me esteja a entusiasmar mais ver no momento e, se por acaso tenho de fazer outra pausa, lá fica mais uma pendurada. É um problema que tenho com o anime, as séries serem muitas vezes compridas, com mais que 12/13 episódios. Uma das razões porque talvez nunca venha a ver One Piece até ao fim, apesar de gostar bastante.

08 abril 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #4

O portal para a outra freguesia


Não gosto de telefones!

Estou a começar a achar que a minha quarentena tem 3 sabores: picante, alhado (ou ambos) e doce. Estranhamente nem tenho dado assim tanto nos doces como esperava. Mas pão, queijo, leite e chá não podem faltar!

Já terminei The Mandalorian, que delícia! Adorei! Agora, indo contra os conselhos da minha amiga Tabby, estou a acabar de ver Chernobyl. Tinha de ver. Apesar de Portugal estar longe e a nuvem de radioactividade supostamente não ter passado os Pirinéus, lembro-me de acompanhar o acidente com atenção na altura e de ficar muito impressionada. Falando em catástrofes, mais ou menos na mesma época de Chernobyl, o vaivém espacial Challenger explodiu no ar durante o lançamento, e lembro-me de pensar como eram bonitas as imagens do acontecido. Desde então, sempre que algo igualmente impressionante acontece, volto a reparar que as imagens, embora trágicas, têm sempre uma beleza insólita, que não consigo deixar de ver. Durante esta pandemia, são as fotografias das cidades vazias, onde só faltam as plantas invasoras para serem o cenário de um livro de J.G. Ballard, um dos meus escritores de ficção científica preferidos, que tem andado, por razões óbvias, muito presente na minha cabeça.
Também resolvi incluir pelo menos 1 episódio de um anime na minha rotina Pó Calypsica, comecei por finalmente terminar de ver Sailormoon Crystal, faltam-me cerca de 10 episódios.

Eu sei que temos de estar presentes de alguma forma para a família e etc., mas detesto estar ao telefone e os telefonemas diários aborrecem-me. Esta é uma das muitas razões porque eu dificilmente me aguentaria mais que uns dias num emprego num call center. Deve ser a primeira coisa a atrofiar-me neste Pó Calypso.

Esta semana resolvi aventurar-me à freguesia vizinha para ir às compras, ao Lidl. Costumo ir ao Lidl pelo menos uma vez por mês, pois tem uma série de produtos que gosto, como espargos, os secos, o cappucino e o pão, entre outros.
A tasca da esquina estava com o movimento do costume: uns 3 ou 4 cá fora, num passeio que tem pouco mais de 1,5m de largura, não havia barreira à porta e pareceu-me que estavam mais uns quantos lá dentro... Giro giro foi quando passou um carro da polícia, que parou à porta da tasca, e pelo menos 2 das pessoas que estavam cá fora fugiram como as ciganas na Guerra Junqueiro nos anos 80! Ri-me tanto! Quando voltei ainda estavam mais pessoas cá fora... Isso explica os meus vizinhos do lado não pararem com o entra-e-sai diário, a tasca continua como de costume.
Pouco antes tive uma pequeno incidente à porta da loja de informática, onde fui para trocar o cabo HDMi (ninguém precisa de um cabo HDMi normal<->mini?). Quando cheguei, estava um senhor a ser atendido à porta, portanto fiquei à espera na distância de segurança. Eis que aparece um senhor, com a máscara mal colocada, a penca toda de fora, a cirandar à porta da loja, numa tentativa muito pouco velada de me passar à frente. O senhor que estava a ser atendido pediu-lhe que respeitasse a distância de segurança e o homem afastou-se a contragosto. Aproveitei para dizer que também estava à espera para ser atendida. Resolveu implicar comigo, que era obrigada a usar máscara (está um letreiro à porta a explicar que só entram pessoas com máscara), ao que respondi que não ia entrar na loja, apesar de ter uma máscara, caso fosse necessário (que aliás usei no Lidl e no comboio). Ainda resmungou, mas acabou por dar meia volta e foi-se embora, para entrar no prédio em frente! :D
Conclusão, apesar da clara quebra de movimento na rua e de haver menos carros, muitas das pessoas com que me cruzo não respeitam a distância de segurança e por vezes até são mal educadas.

Tanta obra pela cidade fora! No meu percurso do Alto do Pina à estação de Entrecampos, passei por pelo menos 3 prédios em obras de remodelação, mais um punhado de obras mais pequenas. Não percebo onde encaixam as obras nos serviços mínimos, sobretudo quando não vejo nenhum dos trabalhadores com equipamento sanitário, para além dos capacetes. Não me parece que quarentena signifique que se pode aproveitar para fazer obras, do mesmo modo que não é estar de férias.
Para compensar, entre o ocasional cheiro a lixivia, senti o petrichor no Jardim Fernando Pessa (onde também havia obras!).

Como estava mesmo muito carregada, decidi voltar de comboio (sempre armada com o meu fiel lápis com borracha na ponta para carregar nos botões), a carruagem vinha va-zi-a, foi um descanso. Desta vez foi bom verificar que as drogarias e casas de ferragens estão abertas, nestas alturas há uma certa tendência para as coisas avariarem, é bom saber isso. Ah! E fiz umas máscaras, cosidas à mão, porque a máquina avariou, com chita de flores, vermelha com bolinhas brancas e algodão branco com malmequeres azuis escuros. Se temos de usar máscara, ao menos que seja com estilo! Vou por o link para os moldes na coluna aqui ao lado.

01 abril 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #3


"É só para clientes habituais."
Nestes tempos de quarentena Pó Calypsica, não me custa nada ficar em casa, o que custa é sair. Onde andam os dispensadores de comida do Star Trek?? Quero um, JÁ! Mas o ar fresco na tromba até que sabe bem. Na saída desta semana chovia. A potes. Finalmente vi a Alameda va-zi-a, os únicos transeuntes eram as pessoas que, como eu, faziam fila, distanciada, para o correio. Foi preciso chover e vir uma vaga de frio...

Ao entrar no Minipreço, tive a sensação que o segurança me ia dizer: "É só para clientes habituais.", qual segurança de uma discoteca no Bairro Alto, nos anos 90. Mas afinal só disse: "Pode entrar.". No Continente, voltei a pensar nisso. Será que os seguranças de supermercado são seguranças de discoteca frustrados?

As prateleiras nos supermercados já estão quase normais, álcool e sabão azul e branco ainda nem em sonhos, pão decente e flocos de marca branca dos mais baratos, o mesmo. Já estou a começar a coleccionar os ingredientes para o meu bolo de anos: já tenho a farinha, a manteiga, os frutos secos. Ainda falta o chocolate 70% e tenho de ir consultar a receita para ver se não falta mais nada.

Agora parece que há uma hora de ponta de vídeos live pelas internetes! Alguém arranje um programador para encaixar cada vídeo num horário diferente, por favor! Ou então os emissores que deixem os respectivos vídeos disponíveis para os vermos depois, qual box de TV.

Já acabei de ver Good Omens e estou a ver The Mandalorian, "now in a big screen near you!", graças ao cabo HDMi. QUERO aquela banda sonora! Estou a adorar! Pus os vestidinhos para Blythe, Stripey Emmapeelers, à venda no Etsy e vendi dois, já seguiram, e tive mais duas encomendas! Iée! Já só tenho 1 vestido e o resto de outro para terminar e depois passo às encomendas. Até porque os CTT agora só estão abertos de manhã e de manhã eu não existo... x_x

Estou a pensar em aventurar-me ao Lidl para a semana.

25 março 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #2

A Vénus foi para casa


Abriu a época dos coronasaldos!

É impressão minha ou abriu a época dos coronasaldos? Ando a ser bombardeada por newsletters, anúncios e outras coisas, tudo a fazer promoções e saldos. Todos os meus eventuais futuros trabalhos foram adiados sem data prevista, estou em contenção de despesas!

Sou um animal de hábitos, como muitos, e esta situação de quarentena mudou muito pouca coisa no meu dia a dia. Contudo, não sou açambarcadora, não tenho nem orçamento, nem espaço para tal. Acontece que quando tudo isto foi despoletado (o que me vale é que a indecisão não é uma característica minha), não deixei de ser apanhada desprevenida, sobretudo com coisas que costumo sempre ter em casa: farinha, atum em lata, ovos, manteiga, leguminosas, arroz, massa, polpa de tomate e tomate pelado, cebolas, alhos, batatas. Desta lista, tinha muitas coisas que estavam a acabar, como farinha, cebolas ou tomate pelado, não foi fácil repor as faltas, esgotei algumas coisas no supermercado, como os ovos, e não consegui arranjar farinha T_T. Farinha será a minha palavra-chave neste Pó Calypso.
E depois vejo os meus amigos do feicebuque a gastar o que compraram para um período mais ou menos longo, incluíndo a famigerada farinha, em menos de uma semana. Pior, a colocar fotos de todo o tipo de alimentos com um ar mega saboroso e a fazer pirraça a esta cronista que é mais bolos! Ah é? Quando fizer anos vou fazer brownie e não ofereço a NINGUÉM!

Os vizinhos das obras por aí fora é que devem andar felizes agora. Desde que foi declarado o estado de emergência, que oiço um martelar abafado algures, nem sei como não é o meu vizinho do lado, pois o seu desporto preferido é acordar-me ao sábado de manhã com um berbequim. Não deve ter açambarcado materiais para fazer obras em casa. UFA!

A TAP finalmente reagiu, já pedi o voucher de reembolso. O carteiro voltou a não tocar à porta (não deve ter visto o filme), tentei ir levantar a encomenda, mas o correio mudou o horário, já não abre à tarde. Vou ter de sair amanhã de manhã para tratar disto.

Descobri uma segunda garrafa de álcool cá em casa, também a meio, mas o álcool não tem prazo de validade, não é? Agora tenho oficialmente uma garrafa inteirinha de álcool. Melhor, posso ter uma em cada ala da batcave (sem os benefícios). Yay.

Na TV, criei uma espécie de rotina: um episódio ou dois de uma série e pelo menos um filme. Isso também me ajudou a voltar a criar uma rotina para costurar e já acabei 2 vestidos e meio. Terminou Criminal Minds, a minha série policial preferida nos últimos 10 anos, mas a vida continua e comecei a ver Good Omens. Caras conhecidas, excelentes diálogos.  Descobri que há um punhado de filmes blaxploitation nos canais de cabo sem valor acrescentado, incluindo a Pam Grier e o Isaac Hayes. Agora com o cabo HDMi <=> HDMi Mini, vai ser uma alegria em grande ecrã!

O português escreve mal, dá erros ortográficos que não lembram nem ao Menino Jesus e da gramática nem se fala. Mas uma coisa que me tem ajudado muito a separar o trigo do joio no spam de notícias de que andamos a ser alvo, é que avisos com mau português, ou em brasilês e afins, perdem toda a credibilidade. Mas céus, tanto mau português!! Já ando a lidar melhor com as redes sociais, deixar de ler comentários em posts de estranhos, foi um grande avanço. Agora vou um pouco depois de acordar, um bocado ao fim do dia e vou fazendo uns intervalos curtinhos, mas já não estou agarrada ao telesperto o dia inteiro e tenho feito coisas.

Na minha saída semanal, a Alameda cheirava a piscina. Uma equipa com fatos de pintor, máscaras, etc., andava a desinfectar a zona da fonte luminosa. Finalmente a malta da jogatana foi saneada! Nem um nas redondezas e já não havia piqueniques na relva. Aliás, fora a equipa de desinfecção, não havia vivalma na placa central da Alameda.
O trânsito já lembra Lisboa em Agosto, há uns 10-15 anos, mas em todas as ruas por que passei, Alameda Afonso Henriques, Av. Guerra Junqueiro, Praça de Londres, Av. de Roma, Av. Óscar Monteiro Torres, Rua Edison, Av. de Madrid, Praça do Areeiro e Av. Afonso Costa, mesmo com o comércio fechado, cruzei-me sempre com pelo menos uma pessoa.
Finalmente arranjei farinha!! Os supermercados já estão mais ou menos normais, mas ainda há algumas faltas de tomate pelado, congelados e pão de jeito. Não sei se vou conseguir comprar pão de jeito durante o Pó Calypso (sem ser a preços exorbitantes em padarias da moda), já que mesmo em circunstâncias normais não é fácil. Entreguei as compras à mãezinha, desta vez consegui organizar-me melhor e não me esquecer de quase nada. Até fui ao Celeiro comprar-lhe um remédio. Esta semana vou fazer massa com tomate, pimento, cebola, bacon, mais picante! Se o bicho-19 resiste a tanto picante, resiste a tudo! X'D Sou capaz de fazer panquecas ou scones.

Pode ser que amanhã já tenha a minha encomenda!

18 março 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #1


Gosto de estar em casa
Continuo a atrofiar com as redes sociais, mas já consegui começar a evitar ler os comentários. Demasiado pessimismo e negativismo.

Falei com muitos dos amigos distantes, em Macau, Itália, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, Austrália, estão todos bem, dentro do possível. Ainda falei pouquinho com os japoneses.

Telefonemas diários com os pais, ambos já perceberam que têm de ficar em casa. O meu irmão ligou-me!

A TAP continua a não responder, voo de ida cancelado. Reclamação aos CTT porque o carteiro não sabe tocar à campaínha. Os meus sapatos já chegaram (são mesmo giros!) e as pecinhas para a fita de viés também, mas o carteiro voltou a não tocar à campaínha e tenho de ir buscá-las na semana #2.


Acabei o camisolão de marujo, terminei de ver Legion, terminei de ver Doctor Who. Já tenho o The Andromeda Strain para ver. Começa o Programa do Rua, quase diário, às 21h no Facebook do Vítor Rua. Imensos artistas, músicos, museus partilham gratuitamente a arte online. Protejam os Artistas!



Primeira mudança cá em casa: finalmente mudei a box da TV para cima do armário, a TV antiga (cinescópio) não dava, mas a LCD dá, e finalmente posso fechar a porta do armário, agora é mais fácil ligar o PC para ver coisas em ecrã maior e tenho mais espaço para DVDs.

As calças do pijama (o dos esquilos - "nuts about you") ficaram punks no rabo, não vão sobreviver ao ao Pó Calypso.

No Areeiro Chunga, tudo na rua e no café a laurear a pevide. Na Alameda, uns 5 ou 6 piqueniques de gente nova, mais a malta da sueca. Quarentena ≠ Férias! Minipreço sem fruta nem legumes, mas havia aroz e feijão preto. Objectivo: chili con carne, bem picante! Tive de ameaçar com o Covid uma velhinha, daquelas que se plantam a 10cm do terminal do multibanco quando uma pessoa está a pagar. Afastou-se ofendida: "ai, eu é que não tenho o vírus!". O Areeiro Chique mais disciplinado, muito pouca coisa aberta, uma boutique na Guerra Junqueiro, a Mexicana e o McDonalds, a Barata. Chinês do Londres fechado. Filas curtas para os CTT e farmácias. Continente com fila, mas não demorou muito. Faltas: farinha, iogurtes, pão de jeito e carne. Entreguei comidinha à mãe pela janela, dois dedos de conversa.

Andam a clamar o Estado de Emergência, espero que não seja declarado.

11 março 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #0



Vou fazer a minha vidinha normal
Almoço com a mãe, compras da semana, faltavam uns quantos enlatados, não consegui comprar tomate pelado, artigo regular cá em casa, consegui comprar papel higiénico (estava a acabar), havia o que costumo comprar e em alguma quantidade.

Big Eyes 2020 cancelado. Air BnB cancelado com reembolso total. TAP não responde.
Imprimi o cenário para as fotos dos Emmapeelers na mesma.

Almoço com o pai, compras adicionais no Lidl. Tudo normal, mas mais gente no supermercado.

Abandonei (temporariamente) os vestidinhos às riscas e comecei um camisolão de marujo num tartan azul, em modo procraftination.

Começo a atrofiar-me com as redes sociais, não consigo ver filmes ou séries, nem trabalhar um pouco. Eventos, concertos, salas de espectáculos, tudo a fechar.

Preocupação crescente, vamos ver no que isto dá.