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15 setembro 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #26

The Horror!
Um dia de pausa entre festivais, que acabou por ser 2 em parte por distracção, fez com que não me preparasse convenientemente para a maratona que é o MOTELx. Felizmente tinha ingredientes em casa para fazer salada de feijão frade com atum, que serão os meus jantares, ou parte deles. Os almoços estavam mais ou menos controlados, mas vou ter de fazer compras às mijinhas antes de ir para o São Jorge.
Apesar de o IndieLisboa ter corrido com imensa tranquilidade, o MOTELx está a deixar-me ansiosa. Aquelas multidões habituais não são nada bem-vindas, e não saber se vou ter bilhetes ou não poder escolher o lugar, são pequenas coisas que agora não posso controlar, as quais me fazem sofrer por antecipação. Como no ano passado, vou tentar tirar o melhor proveito possível do festival e conviver com algumas das minhas pessoas preferidas <3

O MOTELx 2020  terminou. Foi bastante divertido e, como previa, a melhor parte foi poder ver caras amigas após meses (tantas saudades!), e ainda apanhei uma barrigada de filmes. Foi a primeira vez desde Março que entrei numa sala de cinema (a última terá sido no CinePop?) e senti-me muito mais segura nas salas do São Jorge e imediações que nos 20 e tal minutos de percurso de Metro, que inclui uma mudança de linha. A propósito de Metro, parabéns ao DJ de serviço, numa só semana reparei em canções dos Joy Division, Rock the Casbah, dos Clash e Franz Ferdinand! Nunca pensei! E a máscara tem as suas vantagens, podemos trautear as músicas com mais descrição :D À noitinha os grilos embalaram os meus regressos a casa, que variaram entre ir a pé, até ter boleia.

Este ano, por causa das medidas sanitárias, não houve praticamente decoração nenhuma no MOTELx e senti falta do lounge no estacionamento. Nesse local instalaram umas barraquinhas a vender merchandise oficial do MOTELx e livros, mas tentei não olhar muito para lá, o orçamento está pequenino, pequenino. Mas, entre as casinhas, os arbustos, a guirlanda de luzes e as letras iluminadas a dizer MOTELX, parecia mais uma feira de Natal antecipada (I cannot unsee! XD). Quanto a filmes, para além de alguns clássicos, que aproveitei para ver em sala, cada vez há menos filmes mesmo assustadores e os estilos que gosto mais, sobrenatural, filmes de sugestão ou ultra kitsch, eram poucos este ano. Gostei imenso do brasileiro Macabro, dos que vi foi mesmo o melhor de todos, gostei bastante do Relic e ainda vi mais uns quantos decentes, mas que não me entusiasmaram. Maus filmes não vi nenhum. Bom, talvez o Grizzly II, mas sempre deu para rir de vez em quando e era curtinho.
Houve dois temas mais ou menos transversais: casas e intrusos. Três filmes com o título "intruso", uma longa vintage (do Corman), um recente e uma curta portuguesa. Os das casas eram o Relic, o Amulet e o People Under the Stairs. Talvez houvesse mais, mas não me consigo desdobrar em duas e este ano quase não vi sessões antes das 18h.

Neste interregno, andei a stressar por causa do início das aulas, não havia informação nenhuma para além do início oficial a dia 15, mas já tive notícias da faculdade, a primeira aula será em Zoom e já instalei a cena. A vantagem é que posso estar descalça, estou com as sandálias todas a morrer...

Vi pouca coisa na TV, mas vi o filme Black Panther, não é mau, é muito bonito, a história é boa, tem bons actores, mas também não achei nada de surpreendente. E comecei a ver a 4ª e última temporada dos The Durrells. Tenho de arranjar os livros do Gerald e ler a Trilogia de Corfu como deve ser.

08 setembro 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #25


Civismo
Na semana em que uma série de gente conservadora assinou um manifesto contra as aulas de Cidadania nas escolas -- choque! tenho 90% de certeza que um deles foi meu colega na primária! -- concretamente para a possibilidade de objecção de consciência para as mesmas, constato, nas minhas idas e vindas para o trabalho e pontuais passeios pelo centro da cidade, que essas aulas fazem muito mais falta do que parece. As constantes faltas de respeito e de civismo com que me tenho deparado diariamente nos transportes públicos, nas ruas e nos acessos ao meu local de trabalho são chocantes. Mais ainda à luz de todas as novas regras de socialização impostas pela pandemia. Também detesto andar de máscara, sobretudo com esta caloraça, mas tentei tirar partido disso, fiz as minhas máscaras, coloridas, divertidas, e uso-as sempre que necessário. Detesto não poder abraçar os meus amigos, de quem tenho imensas saudades, mas fico contente por não ter gente colada a mim no metro. Mas... continua a haver pequenos incidentes, que noutras circunstâncias ninguém daria importância (eu dava, mas sou esquisita), mas que se uma pessoa chama a atenção para elas, sei lá, má colocação da máscara, sentarem-se ao nosso lado, quando há lugares vazios nos transportes, encontrões, etc. anda por aí muita flor de estufa ofendida e nós é que somos as aves raras x_x
E já reabriu o átrio Norte da estação do Areeiro, há cerca de uma semana, mas só o estreei nesta. Está bonitinho e mantiveram os azulejos da Maria Keil. Mas questiono sempre o uso de um material tão liso e polido como o liós nas escadas. Ao menos as tiras reflectoras podiam ser de um material com mais atrito.

No trabalho tudo tranquilo e um pó calypso controlado. Álcool gel por todo o lado, uso de máscaras nas áreas interiores, respeito geral pelas regras de higiene e segurança. O trabalho tem-se desenrolado com imensa calma e nada da adrenalina e stress típicos. Mas sair de casa todos os dias custou um bocado, fisicamente ao início, devido à inércia dos últimos meses e o calor insuportável. Agora, que o meu corpo já está a habituar-se à rotina, veio o cansaço mental, já só quero estar fechada em casa. Pelos vistos a interacção social também precisa de exercício, senão torna-se mais cansativa. Mas, por outro lado, estou muito contente por finalmente encontrar muitos dos meus, amigos para a semana no MOTELx!
Tenho andado a stressar com as coisas da faculdade, não está quase nenhuma informação online, os formulários da área do aluno são pouco claros e, ao fim de 5 dias, ainda não me responderam ao email a pedir a confirmação das coisas.

Na TV, tenho visto o novo Masterchef Australia ao almoço. Vou sentir sempre a falta do Matt, do Gary e do George, mas esta temporada de transição está a ser fixe e temos o sotaque Glaswegian do Jock para compensar. Terminou e muito bem Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D., em vez de dedicarem 3 ou 4 episódios a um final escrevinhado à pressa, onde toda a resolução está no último episódio, toda a última temporada foi escrita em redor do final, com um enredo digno de Doctor Who, sendo o desfecho plausível, interessante e muito satisfatório. E vai estrear a 4ª temporada dos Durrells, a 2ª de Twilight Zone e repôs a Galactica original.

30 agosto 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #24


De volta a uma rotina quase normal
Esta semana comecei a trabalhar, presencialmente, no Festival IndieLisboa, adiado de Abril/Maio, por causa do pó calypso, para agora, Agosto/Setembro. Estava um pouco apreensiva quanto às questões de segurança no primeiro dia, mas li o briefing do festival uns dias antes e a equipa do Sâo Jorge não se poupou a esforços nesse sentido. Nos dias seguintes já fui trabalhar com alguma tranquilidade. Se não fosse a caloraça, estava na maior.

Em geral tenho ido trabalhar de metro, linha vermelha > linha azul, e como não há turistas, o metro também tem sido um descanso relativo. E há dispensadores de álcool-gel no metro! Estão é bastante escondidos e não há muitos, parece que é para não se gastar. E já vou a meio do Something Wicked This Way Comes!
Como tenho tido mais tempo que o costume, o festival está com as sessões mais espaçadas, portanto tem menos sessões, tenho aproveitado um bocadinho para passear. No outro dia dei um pulo à Baixa e, na ida para cima, resolvi comprar qualquer coisa para lanchar no Pingo Doce da Baixa, o único supermercado nas imediações. NEM TÃO CEDO PONHO LÁ OS PÉS! Desde Março que nunca me senti tão insegura num espaço fechado, a raiar o pânico. Aquele supermercado, em circunstâncias normais, já é o que é, um horror, acho que só superado pelo Pingo Doce do Cais do Sodré, mas pensava eu que a gerência do supermercado tinha tomado medidas anti-Covid, mas pelos vistos estão-se a cagar! Gel à porta? Não. Lotação controlada? Não. Respeito pelo distanciamento social? A configuração do recinto não ajuda, mas os clientes também se estavam marimbando. Caixas rápidas e todas a funcionar? Não. Para além de ter esperado uma eternidade para pagar 2 produtos, tive um pequeno stress enquanto esperava, por uma criancinha francesa que só não veio contra mim porque eu fugi. Sim, estava apinhado de turistas. Aliás, desta vez a Baixa parecia quase normal, já não senti aquela tranquilidade dos anos 80-90, mas, pelo lado positivo, o único ciclista que se cruzou comigo na Rua do Ouro, ia no asfalto! Foi uma primeira vez, aliás não percebo a insistência dos ciclistas em andar no passeio na Rua do Ouro... Não é que o trânsito na Baixa seja perigoso. Não é! Por outro lado, na Avenida da Liberdade, é só ciclistas em cima da calçada histórica, com ciclovias assinaladas nas vias laterais.
Ah, pessoas nos estabelecimentos, sobretudo centros comerciais, que assinalem melhor os novos horários e as entradas que estão a funcionar e as que não estão, por favor! Quase todos os sítios a que regressei esta semana tive algum problema com falhas do género.

Filmes esta semana, só do IndieLisboa, mas passou As Recordações da Casa Amarela, um Godard e Extinção, de Salomé Lamas, nas RTP-ses, pus a gravar para ver quando tiver um pouco mais de tempo.

24 agosto 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #23

 

Preparando uma maratona de trabalho
Esta semana tem sido dedicada quase inteiramente a trabalho, em casa, e a tratar de coisas para o início do ano lectivo. Fiz um reajuste da metodologia de trabalho caseiro, que tinha mudado e dispersado um bocado quando o portátil estava vivo.
Resumindo, como já não faço tudo numa única divisão, voltei a ter turnos um pouco mais disciplinados de trabalho, com a ocasional curta interrupção nas redes sociais, através do telesperto. Acompanhada pela minha garrafinha de água do Diabolik, a mini ventoinha e mp3 a gosto, quando não preciso do áudio para trabalhar, faz-se bem. Normalmente oiço a Rádio Oxigénio, mas como este PC é velho, não quero abusar da memória e largura de banda, ao por a rádio a tocar. O link que tinha no Media Player já não deve existir, não funciona. Já não estou é habituada a estar muitas horas sentada na cadeira de escritório. A cadeira é confortável, mas as minhas costas habituaram-se a estar refasteladas no sofá :'D

Nos intervalos, tenho andado a preparar-me para a maratona de mais de 2 semanas de festivais de cinema: lavar a roupa, organizá-la, remendar alguma coisa que esteja a precisar de manutenção. Comprar fruta no supermercado para levar e ter o arsenal de máscaras a postos. Reorganizar a mala.
Estou ligeiramente ansiosa por enfrentar o mundo lá fora, mas as medidas de segurança parecem-me razoáveis e a carga de trabalho vai ser muito menor que o costume, portanto não corro o risco de ficar com o sistema imunológico em baixo ou estoirada. E vai ser bom ver mais caras que a família ou as senhoras do supermercado.

Já terminei de ler o Heart of Darkness e comecei a ler Something Wicked This Way Comes, de Ray Bradbury, mesmo a tempo de celebrar o seu 100º aniversário, dia 22! E ontem, 23 de Agosto, teria feito 50 o River Phoenix :'(
Na TV só tenho acompanhado as séries de antes, estou quase a terminar o MacGyver, comecei a ver a nova edição do Masterchef Australia (foram espertos, fizeram uma temporada de transição, para as saudades dos 3 apresentadores originais não serem tão grandes) e para a semana começa a reposição de Battlestar Galactica. Já não revejo a série desde os anos 90, vai saber bem!

14 maio 2020

Semana #9 - Secção Alameda/Areeiro


Não tenho WiFi na casa de banho

A batcave, sem os beneficios, é um bocado para o comprido e, quando pus banda larga, por consequência WiFi, pus no quarto, onde já estava o outro modem, que é na "ala" oposta à casa de banho. Resumindo, com 2 paredes antigas e grossas pelo meio, não tenho WiFi na casa de banho. Porque é importante? Porque há momentos em que uma pessoa precisa de entreter-se e coisas como revistas ou banda desenhada são o ideal porque podem ser divididos em porções curtas. No Pó Calypso são a única coisa que ando a ler... em papel. Já tinha um Tio Patinhas (na realidade não é um Tio Patinhas, é um Hiper Disney, mas Tio Patinhas é o termo genérico que a minha geração adoptou para banda desenhada da Disney com os patos) quase no fim, e portanto tinha de arranjar mais coisas. Prefiro pequenos formatos, pois não tenho muito onde por revistas sem as estragar e então decidi ler um livrinho que trouxe de Bristol, o Gear Guide, um pequeno guia, publicado originalmente em 1967 (o meu é uma reedição de 2013), das lojas de roupa da Swinging London. O livro é uma pequena delícia retro, com algumas ilustrações, e é realmente um guia detalhado das lojas de Carnaby Street e Kings Road, incluindo detalhes como o tipo de roupa, qualidade e preços. Ainda me lembro de quanto vale 1 Shilling, ainda circulavam nos anos 80, mas 1 Guinea já é demasiado antigo para me lembrar. Ainda tem uma introdução com a contextualização histórica das primeiras boutiques para a gente nova da época. Agora que já acabei o Gear Guide, fui buscar os Diaboliks, BD italiana que colecciono, que queridos amigos, a quem muito agradeço, me trouxeram de Itália no ano passado. Já li dois e estou a começar outro. Dá-me imenso gozo ler aquelas aventuras rocambolescas em italiano e adoro o estilo dos desenhos.

Esta semana andei às voltas com a burrocracia e uns serviços académicos do século passado da ESTC, mas já tenho os documentos que precisava, em formato digital, que é o que realmente importa.
Também tenho andado ocupada com algumas tarefas gráficas no outro computador, vou fazer uns testes a um plano que tenho há algum tempo, se funcionarem, vou por uma nova mini colecção para as Blythes cá fora. Entretanto continuo com a cama, que já só precisa de umas 2 demãos de tinta, e em modo Mod Star Wars. Quando engreno em algo criativo como isto, costumo andar em modo brainstorm constante e estava a fazer-me imensa confusão não ter ideias nenhumas para as poucas personagens principais femininas de Star Wars. Mas entretanto finalmente veio-me uma ideia para a Leia, que já está feita, que cuspiu cá para fora uma Amidala, que também já está pronta. Em progresso ainda estão os droids (R2-D2, BB-8 e D-0) e o Chewie, mas também já ando a cogitar o Han. A Rey, o Kylo e os Stormtroopers é que ainda não surgiram, mas tenho muitos para fazer até lá.
Quero ver se agora mudo um bocadinho de registo e volto a pegar no cosplay da Hokuto. Não é que tenha grande pressa, pois provavemente já só o vou usar no Photoshoot do próximo ano, que os eventos foram cancelados e mesmo que não fossem, não tenho grande vontade de arriscar ir a algum. mas como a máquina de costura pifou e vou costurar pelo menos parte à mão, é melhor ir recomeçando, que a quarentena não dura para sempre.

Continuo a não ligar o PC à TV, mas esta semana a FOX repôs a série War of the Worlds e finalmente comecei a vê-la. Não tinha gravado os primeiros episódios. Também tenho andado a ver a série portuguesa A Espia, Arrow e a rever o MacGyuver. Tenho visto uns filmes na TV, mas nada digno de nota, excepto que a SIC finalmente deu o Contagion, que tinha dado há relativamente pouco tempo, pois foi quando vi o filme a primeira vez. Os paralelismos com o Covid-19 são inevitáveis, mas o governo americano porta-se sempre super bem nos filmes de Hollywood.

Desta vez alarguei a ronda da semana, fui passear, sim, passear, ao Saldanha. Primeiro passei à porta da Junta de Freguesia, pois andavam a pedir caixas de ovos vazias, e bati com o nariz na porta. Foi tudo para a reciclagem. Temos pena. Os correios já estão abertos à tarde, o que é um alívio. Depois de ir ao correio, subi a Alameda do outro lado e fiz o caminho que costumo fazer a pé para ir ao Saldanha: Rovisco Pais, Arco do Cego, Praia da Vitória, Saldanha. Estava fresco e a prometer chuva, quando cheguei à Praia da Vitória começou a chover a sério, já não chegavam a parka (como gosto da minha parka!) e o guarda-chuva, abriguei-me debaixo da mão gigante do Evolution. Aliás, que tempo é este em Maio? Por mais que me saiba bem, não deixa de ser estranho.
Fui à Tiger, acho que a primeira de Lisboa a reabrir, e soube tão bem! Trouxe umas coisinhas que precisava, pauzinhos compridos (para a cama), uma caixa de arrumação (o calçado das moças nunca mais acaba), um tubo de cola de batom, um filtro para o ralo do lava loiça, e outras que não precisava, uns óculos escuros laranja lindos! O Monumental foi todo esventrado, só ficou o esqueleto. Não tenho grande amor por aquele edifício, tinha pelo antigo Monumental, mas fiquei curiosa com a metodologia e dimensão das obras! Desci parte da Avenida da Republica, constatei que o Saldanha e a Avenida da Republica estão muito mais sossegados e ainda está quase tudo fechado, que aqui no Areeiro e Avenida de Roma. Será que é porque mora menos gente por ali? Na zona do Arco do Cego e Bairro do Arco do Cego, também estava tudo um sossego, excepto 1 ou 2 grupinhos de adolescentes (numa razão de 1 para 4 com máscara), mas ao regressar à Avenida de Roma, era a vidinha de sempre e trânsito suficiente para ter de atravessar nos somáforos. A propósito de máscaras, cada vez dou mais razão aos argumentos da Ministra da Saúde para não as recomendar, as pessoas não as sabem usar e, usando, ignoram completamente o distanciamento social. Fui a três supermercados, o Minipreço e o Auchan com controle de entradas, mas no Continente é a lei da selva, entra quem quiser e ninguém respeita o distanciamento, mas desta vez ao menos tinham gel à porta. Encontrei um conhecido na secção dos queijos. Acenámos.
Soube tão bem a chuvinha! As rondas vão passar a ser mais alargadas.

15 abril 2020

Seccção Alameda/Areeiro - Semana #5


Foi preciso uma quarentena para voltar a ver Sailor Moon Crystal (e anime)

Acabei de ver um "coronaoke", do Robbie Williams, no instagram, que me pôs muito bem disposta! Raisparta que o homem canta que se farta! E tem bom gosto musical. Não tenho visto lives, parecem ser todos ao mesmo tempo e não há grande pachorra. Vi este porque carreguei no link sem querer e foi um belo acaso!

Pois, semana #5... já estamos nisto há mais de um mês? Sinceramente nem parece, mas já dou por mim a pensar que nem tão cedo estamos safos. Mesmo que Portugal, que parece estar a portar-se bem, esteja com isto controlado em, digamos, 2 meses, nada garante que os outros países estejam. Portanto tudo o que dependa de deslocações ao estrangeiro, festivais, espectáculos, deslocações a trabalho em geral, só mesmo para o ano ou quando houver vacina - que também só deve ser para o ano, pelo menos para a população em geral. Por um lado até sinto um certo alívio por, por razões completamente alheias ao bicho, ter decidido que este ano não iria na minha costumeira viagem no início de Outubro ao Reino Unido (desta vez seria Sheffield, com passagem pela minha querida Manchester - I <3 MCR), à BlytheCon UK. Tenho sérias dúvidas que, do modo como as coisas estão a correr no RU, que em Outubro já seja seguro ir lá por lazer. E ao menos não perdi o dinheiro da banca e muito provavelmente nem teria para a viagem, pois o meu trabalho, que em geral me paga o voo, foi adiado. Nada de viagens em 2020 :'(

Esta semana fiz uma máscara de tubarão, porque sim, porque queria ter uma que fosse divertida. Logo vejo se a vou usar. A escolhida paraa ronda foi a vermelha às bolinhas.
Também tive uma pequena epifania de costura. Há 4 anos, com a Miss Mod Vader, dei início a uma série de versões mod anos 60 de personagens de Star Wars, para Blythe. Tudo começou com querer levar sempre um Vader à ComicCon, onde acabei por ir só duas vezes, e, inspirando-me na figurinista Costumer's Closet (pelo menos acho que foi ela), que fez uma versão mod do Vader para o Costumer's College, e fiz a minha versão. No ano seguinte, a tempo do Sci-Fi Lx, tive uma epifania e criei um Mod Imperial Guard, o meu fato preferido de todos os figurinos de Star Wars e cosplay de sonho, que resultou ainda melhor. Tinha aberto as portas... Entretanto fiz o Mod C3-P0, um Rebel Mod Pilot, e tenho em curso os outros droids (Mod R2-D2, Mod BB-8 e Mod D-0), o Chewbacca e chego à epifania número 2, que devia andar a cozinhar na minha cabeça há uma semana: ou seja, Mod Child, ou Baby Yoda, de The Mandalorian. Tinha os materiais todos, já está quase acabado e a ficar giríssimo! Quando as lojas reabrirem, tenho de arranjar umas collants daquele verde, pois só tenho verde alface.
Também estou a tratar de umas encomendas para as Blythes, por isso tive de madrugar para fazer a ronda de supermercado da semana, para ir por uma no correio.

Parece que as pessoas ainda não compreenderam que isto não são umas férias da Páscoa prolongadas! Hoje vi o dobro das pessoas e o dobro dos carros na rua, estavam umas 6 ou 7 pessoas à minha frente nos correios, enquanto têm estado no máximo umas 2 ou 3 das outras vezes, vi imensas ambulâncias na direcção das Olaias, algumas lojas, até agora fechadas, reabriram e ouvi um avião passar esta manhã! Apesar da crise de saúde pública que estamos a viver, tenho ouvido e visto muito poucas ambulâncias, menos que o habitual. Nas minhas rondas de supermercado, tenho atavessado sempre a Almirante Reis, que é uma espécie de corredor de ambulâncias, daí ter estranhado ter visto pelo menos 3 a passar em menos de 10 minutos. As lojas que reabriram eram de comida, a charcutaria Diplomata e a Empadaria Alentejana, ao lado. Sim, marcharam umas empadinhas deliciosas!
Dilema da semana: pessoa A tem um passeio com 4-5 m de largura e cruza-se com pessoa B, parada na fila do supermercado, cumprindo a devida distancia social e ocupando a beira do passeio, deixando 30 a 50 cm da berma livres. Porque é que a pessoa A não passa pelos 4,5 m que tem ao seu dispor e resolve passar pelos 50 cm à beira do asfalto?
E sim, a tasca da esquina deve ter mel, para além da cerveja, cada vez vejo mais gente a tascar à sua porta. Aqui os passeios só têm uns 2,5 m de largura...

Finalmente consegui arranjar o meu adorado sabão azul e branco, se não fosse o risco da embalagem estar viral, até lhe tinha dado beijinhos, mesmo através da máscara! Não procurei álcool, mas também não preciso. A propósito de álcool, o Continente, para além de ter reaberto as escadas rolantes, deixou de ter o gel desinfectante à entrada, porquê? O Minipreço e o Auchan tinham. Finalmente arranjei pão que costumo comprar, de Mafra e também já tenho os ingredientes todos para o bolinho de anos :9~

Já terminei Chernobyl, já só me faltava uma semana e comecei a ver Star Trek: Picard. Estou a gostar, embora ache que o tom é bastante diferente dos Star Treks anteriores, lembra mais Caprica.
Entretanto, adicionar Sailor Moon Crystal às sessões de PC na TV foi boa ideia. Finalmente vi o arco da Black Moon até ao fim e estou a gostar imenso do arco Death Busters/Witches 5! Quando deixo de ver uma série, em geral é porque apareceu trabalho e deixei de ter disponibilidade para continuar a vê-la. Quando volto a ter disponibilidade, acabo muitas vezes por começar outra que me esteja a entusiasmar mais ver no momento e, se por acaso tenho de fazer outra pausa, lá fica mais uma pendurada. É um problema que tenho com o anime, as séries serem muitas vezes compridas, com mais que 12/13 episódios. Uma das razões porque talvez nunca venha a ver One Piece até ao fim, apesar de gostar bastante.

11 março 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #0



Vou fazer a minha vidinha normal
Almoço com a mãe, compras da semana, faltavam uns quantos enlatados, não consegui comprar tomate pelado, artigo regular cá em casa, consegui comprar papel higiénico (estava a acabar), havia o que costumo comprar e em alguma quantidade.

Big Eyes 2020 cancelado. Air BnB cancelado com reembolso total. TAP não responde.
Imprimi o cenário para as fotos dos Emmapeelers na mesma.

Almoço com o pai, compras adicionais no Lidl. Tudo normal, mas mais gente no supermercado.

Abandonei (temporariamente) os vestidinhos às riscas e comecei um camisolão de marujo num tartan azul, em modo procraftination.

Começo a atrofiar-me com as redes sociais, não consigo ver filmes ou séries, nem trabalhar um pouco. Eventos, concertos, salas de espectáculos, tudo a fechar.

Preocupação crescente, vamos ver no que isto dá.