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17 julho 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #18

ainda há esperança para a humanidade...

Ui, que calooor!

Detesto calor, detesto o Verão, usar máscara com o calor custa muito mais! Esta semana chegou uma vaga de calor que me deixou KO. Mesmo assim fui almoçar com a minha mãe à IKEA, e provavelmente será dos sítios mais seguros para almoçar fora, nestes tempos pó calypticos. Para além do controlo de número de clientes, profusão de gel desinfectante por todo o lado, a eliminação do self-service e nós também nos termos prevenido - fomos cedo e à de Loures, que é mais civilizada - contribuiram para uma ingestão de almôndegas em sossego.
Mas na loja, dos clientes, já não se pode dizer o mesmo. A IKEA continua a ser a Disneylândia, continua a haver uma percentagem alta de pessoas que vão lá passear com bebés e, apesar das várias recomendações de distanciamento social, seguir os pecursos assinalados, etc. etc. etc.  fomos várias vezes abalroadas por grupetas de gente que, apesar de a loja estar bastante vazia, tinham de passar encostadinhas a nós. PacMan! Eu, que não tinha objectivo de comprar lá nada, acabei por sair de lá com uma panela e duas frigideiras, para substituir as minhas, já moribundas, e não ultrapassei os €20! O gel na IKEA cheira mal, mas não cheira a bagaço nem a álcool.
Mental note: não voltar a comprar o gaspacho do Lidl... não tem tempero :(
Apercebi-me agora, foi a primeira vez que saí do concelho de Lisboa desde o início do Pó Calypso! No caminho reparei que construíram uma ponte ciclo pedonal em madeira lindíssima na Calçada de Carriche, a coisa mais bonita naquela rua!

Por casa, o trabalho continua a revezar-se, só tenho visto as séries do costume e retomei o Naruto (Shippuuden), via SIC Radical, mas aquilo dobrado em português é estranho, dattebayo! - PORQUÊ!? Também vi o Fistful of Dollars, com o Clint Eastwood. Estou a ter um novo gozo em ver western spaghetti. Estava à espera de, com a morte de Ennio Morricone, aparecerem uns quantos nos canais de cabo, mas nem por isso. Ah, e ando viciada nos canais de YouTube Adam Savage's Tested e Bernardette Banner.

Esta semana não tenho Top Máscara, mas tenho visto muitos, demasiados, narizes de fora. Ah, terminei a máscara gato-vampiro e outra com o resto tigrado da yukata da Lum. Só falta acabar a de mar e tenho já uma boa colecção que me permite trabalhar fora de casa, quando se der a ocasião. Quero comprar uma caixa de madeira no chinês para as pôr, a que tenho é pequena.

24 junho 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #15


Here we go again!
Perdoem-me o inglês, mas soa melhor assim. A malta não sabe ser responsável, e, como na escola, por uns, pagam todos. Devia ser como no México, quem não cumpre as normas de segurança, trabalho comunitário! As coisas voltarem a fechar cedo não me chateia muito, mas como agora já é Verão e os dias muito mais longos, dava jeito que não acontecesse. De qualquer forma, todo o esforço de Março e Abril estar a correr o risco de ter sido em vão, por causa de um bando de inconscientes, é indecente. Ah sim, quando voltei a casa, às 19h45, estavam umas 15-20 pessoas à porta da tasca da esquina, que tem capacidade para umas 8 pessoas, mais 6 na esplanada, que ocupa 80% do passeio.

O assunto do racismo já está a esmorecer nas redes sociais, como infelizmente era previsível. Passou para as estátuas, mas mesmo esse também está a esmorecer. Ainda não há novo tópico quente do momento, mas a Desgraça Fonseca agora inventou outro projecto lindo para aliar a cultura ao combate dos incêndios, com o nome infeliz "Não Brinques com o Fogo". RENDIMENTO MÍNIMO PARA TRABALHADORES INDEPENDENTES, JÁ! Eu tive uma "ameaça" de trabalho, mas até agora nada. Entreguei o projecto Top Secret, mas agora pedem-me uns certificados que não sei se vou conseguir arranjar. Amanhã vou tratar disso. Próximo passo: entregar o IRS.

Gosto muito da drogaria do meu bairro. O senhor é muito simpático, os produtos baratos e tem de quase tudo! Foi lá que comprei a Nessie, concha da sopa em forma de monstro de Loch Ness, que deixei passar na Escócia, na loja à beira do Loch; pude sentar-me num banquinho lá dentro e colar a sola das minhas sandálias, com cola de contacto que comprei na loja, aliás compro sempre lá, e hoje comprei sabonete de enxofre, da Confiança. A loja de ferragens e estância de madeira, umas portas ao lado, também é muito boa e tem empregados sempre simpáticos. Comprei novas dobradiças (noutra loja) para o roupeiro, quando encontrar as desaparecidas, hão-de ter uso.

Resolvi algumas questões técnicas do telesperto e computador da minha mãe e voltei para casa sem pão decente, pois distraí-me com a luz e as horas.
TOP MÁSCARA DA SEMANA
~ máscara assimétrica, que revela apenas uma narina ~
Finalmente terminei de ver Sailor Moon Crystal, a última temporada redimiu um bocado a série, gostei muito mais, mas nada bate a original, mesmo com os defeitos que tem. Continuo a ver Majou Chukana Paipai que continuo a adorar! - "Raymondo!" - Agora vou terminar Michiko to Hatchin, que também já tentei retomar outra vez. Regressou Blindspot na TV e parece que no início de Julho volta a última temporada de Agents of S.H.I.E.L.D. Filmes, vi Destination Wedding, com a Winona Ryder e o Keanu Reeves, fase pós grunge, pós Matrix, pós cleptomania, um filme engraçado, muito indie movie, que demonstra por A+B que o Keanu nunca foi mau actor. Também vi dois filmes vintage, Django e Get Carter. Cada um à sua maneira encheu-me as medidas. Os western spaghetti são divertidíssimos e muito mais bem feitos do que lhes dão crédito. Os filmes dos anos 60 e início dos 70, também costumam ter bandas sonoras fantásticas, que só por si fazem os filmes. Get Carter é um thriller muito britânico, com Michael Caine. Vi ontem The Imitation Game, filme que mereceu o hype à sua volta. Gosto desta nova vaga de filmes sobre cientistas "anónimos" que mudaram o modo como o mundo é.

Cenas dos próximos capítulos: será que os portugueses vão atinar? Será que os trabalhadores independentes vão receber algum apoio de jeito? Veja na próxima semana!

Secção Almada - Semana #14





Temos de voltar ao confinamento, menos eu, que tenho de trabalhar

Confesso que estou imensamente, extremamente, muitomente farta de trabalhar. Preciso com urgência de ajuda e nem recebo nenhum currículo. Diz que os meus colegas querem ir todos para o estrangeiro, onde podem fazer internatos e residências e ganhar 4k de euros por mês, com casa e carro e telefone pagos. Eu cá só queria que se mantivessem aqui na tuga, a apanhar sol e a ir à praia, que isso não há lá nas inglaterras onde pagam bem e quês.

Fora isso, tem estado tudo regular. Tenho tido ensaios em modo hardcore, quase todos os dias, com as regras de distanciamento social e tudo e tudo. Vai ser um teatro muito estranho, em que o público não vai poder conviver no foyer, e vão estar todos de máscara ao longo da peça.

Fora isso, não consigo fazer nada de nada, absolutamente nada, todas as obrigações a que me comprometi são *boca* porque a trabalhar que nem uma desalmada e a ensaiar como uma mula de carga só me sobra tempo para dormir e, de quando em quando, ver um anime, ou um filme. Falando nisso, terminei "Argento Soma" e agora estou a actualizar os semanais, sendo que entretanto terminei "Arte", que foi simpático mas nada de especial, e agora estou encantada a ver "Fruits Basket", um dos animes mais importantes para a minha formação pessoal cujo remake está a sair agora.

Em termos televisivos continuamos com "Sete Palmos de Terra", que é muito emocionante, e ontem apanhámos na televisão o "Predador 2", que foi muito engraçado. Realmente o predador tem cara de vulva. Por livros, estou a ler "Handi-Gang", um livro em francês sobre pessoas com limitações físicas que estão a tentar revolucionar a França por maior acessibilidade.

Supostamente hoje voltamos aqui na área da Grande Lisboa e Vale do Tejo a confinar e a fechar tudo às oito, para minha grande frustração que já andava a sair à noite e que já andava a ir ao café. Da última vez que saí de forma nocturna encontrei vários grupos de jovens inconscientes que se cumprimentavam com beijos molhados e abraços, dizendo "olhó cóvido!" como se fosse algo que não existisse. De certa forma, quase que parece que o coronga foi inventado, porque continuo sem conhecer ninguém que tenha sido apanhado por ele. Fora o dono do restaurante "Galo", que fechou o restaurante porque apanhou o coiso, segundo o papel que está na porta.

Fui jantar com o meu pai mesmo antes deste pós-confinamento. Vai por a minha irmã mais nova na mesma escola onde eu estive, e onde me arruinaram a saúde mental, a auto-confiança e a minha fase de sociabilização, inviabilizando-me permanentemente como ser humano social e normal. Consegui evitar dizer à miúda que nessa escola não pode ter o cabelo cor de rosa. Espero que a expulsem de lá rapidamente. Ninguém merece.

18 junho 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #14


Alarguei Horizontes

Esta semana foi parecida com as anteriores, umas costuras aqui e ali, coisas em desenho vectorial, excepto o último dia, onde várias coisas aconteceram.
A primeira foi a reinstituição do almoço semanal em casa da mãezinha, ainda sem abraços nem beijinhos, descalça à porta e com ida imediata a lavar as mãos. Soube bem e ela fica toda contente.

A segunda foi que desta vez caminhei até mais longe, fui finalmente à Gulbenkian. As ruas das Avenidas novas estavam sossegadas, como aliás é costume, a Avenida da República tinha bastante mais trânsito que da última vez que lá estive, quando quase se podia caminhar à vontade pelo meio do asfalto, mas mesmo assim consideravelmente menos que o habitual. As lojas e as pessoas é que, fora as máscaras, pareciam quase normais. Na Gulbenkian (e aliás noutros jardins e largos ajardinados) parecia que Lisboa inteira descobriu de repente para que servem os jardins! Raramente vi lá tanta gente, nem ao fim de semana. Sobretudo crianças pequenas a guinchar... céus! Que saudades da Gulbenkian dos anos 70 e 80, quando não se via vivalma durante a semana. É provavelmente coisa que nunca mais hei-de ver. Mas fotografei as tartarugas a fazer semi-arabesques, os patos e as carpas gigantes. O anfiteatro infelizmente estava barrado. É pena, pois se não estivesse, talvez as pessoas estivessem mais espaçadas. Próximo passo: Baixa e, quem sabe, andar de transportes públicos.

A terceira é que apareceu um trabalho com que já não contava muito, por causa do covido, e a quarta é que, fora uma última revisão, tenho o projecto top secret pronto a entregar. Torçam por mim!
TOP MÁSCARA DA SEMANA
~ máscara presa, qual condecoração,
entre o botão e a casa do segundo botão de uma camisa ~
Na TV terminei de ver os filmes de Jerry Lewis, soube bem, e comecei a ver uma série tokusatsu mahou shoujo, no canal de tokusatsus da TOEI no YouTube, Mahou Shoujo Chukana Paipai. -- "Raymondo!" -- Delicioso! Também vi mais dois episódios de Sailormoon Crystal. A ver se termino logo a série, pois talvez deixe de ter tanto tempo livre e não quero interromper outra vez.
Também voltei a pegar devagarinho no cosplay da Lum, usei numa ganga rija que me deram, como nova entretela do obi e quero corrigir o colarinho da yukata, que graças a um tutorial recente e muito bom de como fazer um kimono em casa, esclareci algumas pequenas mas muito importantes dúvidas existenciais acerca da sua construção. Coisas que nunca estão explicadas em lado nenhum, graças à mania dos japoneses não registarem nada. Sou capaz de também fazer o juban e, quem sabe, o obi-ita. Tenho de ir ver aos tais tecidos que me deram o ano passado, se há lá algum que seja bom para isso, o polipropileno já tenho.

12 junho 2020

Secção Almada - Semanas #10 #11 #12 e #13





A minha ausência não se deveu à minha morte, mas quase


Boa noite, caros Pó Calypsicos. Como estão?

Antes de mais, um pedido de desculpas: estive ausente practicamente um mês, mas foi devido a um excesso de trabalho mais que impossível. Tenho estado a trabalhar o dobro de horas por dia, todos os dias (com uma folga semanal, que exigi para não me passar) e para além disso os meus ensaios de teatro voltaram. Tenho agora ensaios três vezes por semana, presenciais, com a distância de segurança possível sempre que conseguimos. Claro que por vezes temos de nos agarrar uns aos outros, mas temos tentado desinfectar-nos frequentemente.

Quando ao Pó Calypso propriamente dito, tenho algumas coisas a dizer, pois tenho continuado a andar bastante de transportes. Para começar, as pessoas não têm a ideia que não se devem sentar ao lado umas das outras e que, sobretudo, não se devem sentar ao meu lado. Existem outros lugares onde se podem sentar ou estar confortavelmente de pé, mas mesmo assim sentam-se ao meu lado, o que me transcende e fascina ao mesmo tempo. Encolho-me toda para junto da janela, de forma à minha coxa coberta de tecido não tocar na coxa da outra pessoa, mas isso apenas faz com que elas abram mais as pernas, num manspreading fabulástico. Quando são homens imagino que tenham testículos gigantescos, como os de um touro de criação, que não cabem entre as pernas. Quando são mulheres imagino que tenham uma pachachona enorme, aberta, dentata e escorrendo fluídos que não permitem que as suas pernas fiquem juntas sem me tocarem.

Relativamente às máscaras, tenho visto novos modos de a usar que são muito interessantes. Alguns exemplos:

  • "Eu tenho máscara, está aqui no bolso!"
  • Máscara pendurada no brinco de argola
  • Máscara pendurada de um lado dos óculos
  • Máscara cobrindo queixo, deixando a boca de fora de forma a poderem conversar
  • Criança com máscara demasiado grande que lhe cobre toda a boca
No entanto, eu própria por vezes falho: hoje, por exemplo, entrei no autocarro convencida que a trazia posta para o condutor gritar comigo e dizer que tinha de a ter. Disse "desculpedesculpedesculpe" certa de duzentas e oito vezes e fiquei muito envergonhada.

De resto, estou a ver um anime mecha, "Argento Soma", de que estou a gostar bastante e vi um slice-of-life sobre uma viagem à Antártida, chamado "Sora Yori mo tooi Basho". Terminei vários livros: "O Elixir da Imortalidade", sobre a família Spinoza ao longo dos tempos (desde o tempo do D. Afonso Henriques, aqui caracterizado como um antipático déspota;, "Cash", uma biografia de Johnny Cash, "Avenida de Roma, Duas da Tarde", um livro de crónicas horroroso; "A Magana da Minha Tia Adelina", um livro de contos que até foi giro; e "Árvores de Fruto", um livro de horticultura que, para meu horror, considera as laranjas como um fruto tropical.

Também continuo a ver o fantástico "Sete Palmos de Terra", que estou a adorar. Tenho sonhado frequentemente com a série, é dessa forma que me está a marcar. Infelizmente, com tantos ensaios até altas horas da noite, mal tenho conseguido vê-la.

Já mencionei que voltei a jogar os Neopets? O meu neopet é a porra de uma nuvem, é muita fofinho. Recomendo a toda a gente que tenha uma nuvem com pés, ou outro bicho semelhante igualmente parvo.

Aqui fica o meu relatório do mês, com o mais sentido pedido de desculpas pela inactividade. Noutra nota, se alguém conhecer um veterinário que queira trabalhar à tarde com bichos queridos, por favor diga-me, que estou em desespero.

24 abril 2020

Secção Almada - Semanas #5 e #6




Quer queiram quer não, a partir de dia dois vou voltar a andar de transportes

Estou farta de ir para o trabalho de carro, embora agora só vá alguns dias por semana e o programa da Antena 2 que esteja a dar seja muito interessante. Chama-se "Um shot de liberdade" e apesar de a intro ser assustadora, mesmo para rádio, coloca em confronto actores, dançarinos e outro pessoal curador das artes. Eles falam uns com os outros e dizem mal uns dos outros e é muito divertido. É uma espécie de Fátima Lopes para eruditos.

Enfim, vou voltar a andar de transportes. Tenho lido em casa, tento ler um bocadinho todos os fins do dia, mas isso significa que só avanço umas cinquenta páginas por dia (dependendo do livro) e por isso ainda só li metade de um livro e metade do outro. Isto não faz um livro inteiro, o que me desespera. Apesar de nunca mais ter pegado na máquina de costura decidi que vou fazer uma máscara para andar nos transportes. Depois comprarei uma viseira fashion.

Essa máscara vou fazê-la com um tecido lindíssimo que ali tenho só um resto. E o melhor é que vai ser um em dois (ou dois em um?) porque o tecido é reversível. Aí parece que tenho duas máscaras.

Terminei Saiki Kusuo no Psi Nan, que não foi tão engraçado como preconizava, e vi os dois filmes de Kyokai no Kanata. Estes filmes provaram que o anime vinga melhor quando não se focam em personagens, em narrativa, em nada: só precisam de ir em modo full-anime no último arco e ter lesmas bolhosas de negritude malvada a possuir toda a gente através de dendrites cor de rosa. Depois explodir. Temos visto muitos filmes dos anos 80. "Greetings", aprendi com o Starman. Terminámos, a ferros, His Dark Materials. Está menos fixe que o livro, mas não se pode pedir demasiado. E começamos a nova season de What we do in the shadows, que continua hilariante.

No outro dia tentei ler as cartas Sakura que mandei vir do Wish com uma amiga. É preciso alguma imaginação para perceber o que as cartas querem significar. É preciso imaginação para tudo.

Tento escrever um bocadinho todos os dias. Hoje escrevi a minha Crónica do Pó Calypso. Tenho escrito umas histórias com demos só para relaxar. Cada vez gosto mais de demos. É mesmo preciso imaginação para tudo.

15 abril 2020

Seccção Alameda/Areeiro - Semana #5


Foi preciso uma quarentena para voltar a ver Sailor Moon Crystal (e anime)

Acabei de ver um "coronaoke", do Robbie Williams, no instagram, que me pôs muito bem disposta! Raisparta que o homem canta que se farta! E tem bom gosto musical. Não tenho visto lives, parecem ser todos ao mesmo tempo e não há grande pachorra. Vi este porque carreguei no link sem querer e foi um belo acaso!

Pois, semana #5... já estamos nisto há mais de um mês? Sinceramente nem parece, mas já dou por mim a pensar que nem tão cedo estamos safos. Mesmo que Portugal, que parece estar a portar-se bem, esteja com isto controlado em, digamos, 2 meses, nada garante que os outros países estejam. Portanto tudo o que dependa de deslocações ao estrangeiro, festivais, espectáculos, deslocações a trabalho em geral, só mesmo para o ano ou quando houver vacina - que também só deve ser para o ano, pelo menos para a população em geral. Por um lado até sinto um certo alívio por, por razões completamente alheias ao bicho, ter decidido que este ano não iria na minha costumeira viagem no início de Outubro ao Reino Unido (desta vez seria Sheffield, com passagem pela minha querida Manchester - I <3 MCR), à BlytheCon UK. Tenho sérias dúvidas que, do modo como as coisas estão a correr no RU, que em Outubro já seja seguro ir lá por lazer. E ao menos não perdi o dinheiro da banca e muito provavelmente nem teria para a viagem, pois o meu trabalho, que em geral me paga o voo, foi adiado. Nada de viagens em 2020 :'(

Esta semana fiz uma máscara de tubarão, porque sim, porque queria ter uma que fosse divertida. Logo vejo se a vou usar. A escolhida paraa ronda foi a vermelha às bolinhas.
Também tive uma pequena epifania de costura. Há 4 anos, com a Miss Mod Vader, dei início a uma série de versões mod anos 60 de personagens de Star Wars, para Blythe. Tudo começou com querer levar sempre um Vader à ComicCon, onde acabei por ir só duas vezes, e, inspirando-me na figurinista Costumer's Closet (pelo menos acho que foi ela), que fez uma versão mod do Vader para o Costumer's College, e fiz a minha versão. No ano seguinte, a tempo do Sci-Fi Lx, tive uma epifania e criei um Mod Imperial Guard, o meu fato preferido de todos os figurinos de Star Wars e cosplay de sonho, que resultou ainda melhor. Tinha aberto as portas... Entretanto fiz o Mod C3-P0, um Rebel Mod Pilot, e tenho em curso os outros droids (Mod R2-D2, Mod BB-8 e Mod D-0), o Chewbacca e chego à epifania número 2, que devia andar a cozinhar na minha cabeça há uma semana: ou seja, Mod Child, ou Baby Yoda, de The Mandalorian. Tinha os materiais todos, já está quase acabado e a ficar giríssimo! Quando as lojas reabrirem, tenho de arranjar umas collants daquele verde, pois só tenho verde alface.
Também estou a tratar de umas encomendas para as Blythes, por isso tive de madrugar para fazer a ronda de supermercado da semana, para ir por uma no correio.

Parece que as pessoas ainda não compreenderam que isto não são umas férias da Páscoa prolongadas! Hoje vi o dobro das pessoas e o dobro dos carros na rua, estavam umas 6 ou 7 pessoas à minha frente nos correios, enquanto têm estado no máximo umas 2 ou 3 das outras vezes, vi imensas ambulâncias na direcção das Olaias, algumas lojas, até agora fechadas, reabriram e ouvi um avião passar esta manhã! Apesar da crise de saúde pública que estamos a viver, tenho ouvido e visto muito poucas ambulâncias, menos que o habitual. Nas minhas rondas de supermercado, tenho atavessado sempre a Almirante Reis, que é uma espécie de corredor de ambulâncias, daí ter estranhado ter visto pelo menos 3 a passar em menos de 10 minutos. As lojas que reabriram eram de comida, a charcutaria Diplomata e a Empadaria Alentejana, ao lado. Sim, marcharam umas empadinhas deliciosas!
Dilema da semana: pessoa A tem um passeio com 4-5 m de largura e cruza-se com pessoa B, parada na fila do supermercado, cumprindo a devida distancia social e ocupando a beira do passeio, deixando 30 a 50 cm da berma livres. Porque é que a pessoa A não passa pelos 4,5 m que tem ao seu dispor e resolve passar pelos 50 cm à beira do asfalto?
E sim, a tasca da esquina deve ter mel, para além da cerveja, cada vez vejo mais gente a tascar à sua porta. Aqui os passeios só têm uns 2,5 m de largura...

Finalmente consegui arranjar o meu adorado sabão azul e branco, se não fosse o risco da embalagem estar viral, até lhe tinha dado beijinhos, mesmo através da máscara! Não procurei álcool, mas também não preciso. A propósito de álcool, o Continente, para além de ter reaberto as escadas rolantes, deixou de ter o gel desinfectante à entrada, porquê? O Minipreço e o Auchan tinham. Finalmente arranjei pão que costumo comprar, de Mafra e também já tenho os ingredientes todos para o bolinho de anos :9~

Já terminei Chernobyl, já só me faltava uma semana e comecei a ver Star Trek: Picard. Estou a gostar, embora ache que o tom é bastante diferente dos Star Treks anteriores, lembra mais Caprica.
Entretanto, adicionar Sailor Moon Crystal às sessões de PC na TV foi boa ideia. Finalmente vi o arco da Black Moon até ao fim e estou a gostar imenso do arco Death Busters/Witches 5! Quando deixo de ver uma série, em geral é porque apareceu trabalho e deixei de ter disponibilidade para continuar a vê-la. Quando volto a ter disponibilidade, acabo muitas vezes por começar outra que me esteja a entusiasmar mais ver no momento e, se por acaso tenho de fazer outra pausa, lá fica mais uma pendurada. É um problema que tenho com o anime, as séries serem muitas vezes compridas, com mais que 12/13 episódios. Uma das razões porque talvez nunca venha a ver One Piece até ao fim, apesar de gostar bastante.

09 abril 2020

Secção Almada - Semana #3 e #4




Estranha forma de acordar, que é estar pronto para dormir

Durante estas duas semanas, os dias têm sido sempre os mesmos. Acordar, trabalhar, café, ir às compras, trabalhos diversos. Pelo menos durante os dias em que a contenção me indica que não devo trabalhar consigo colocar as horas de sono em dia. Tenho sonhado muito, com coisas catastróficas.

A autoestrada está mais vazia do que o normal. Agora na Páscoa devo evitá-la, para não ser parada pela polícia, embora a minha cédula me autorize a circular normalmente. As estradas, no geral, mais vazias. Toda a gente cada vez mais aselha no trânsito, andando lentamente. Têm tempo. Todos têm tempo agora.

Juntei-me a alguns grupos de jogos e literatura para ver se falo com pessoas. Na rua, tudo normal só que com máscaras. Todos falam, mesmo com a distância de segurança, parece um filme do Clint Eastwood em que ninguém sabe quem vai sacar a pistola primeiro.

Terminei os animes sazonais e vou entretanto começar outros animes sazonais. Vi o filme do Detective Conan, Requiem for a Detective, que é tipo a primária só que para detectives. Vi Birds of Prey, que está bem engraçado, e tentámos recriar a sandes de ovo da Harley Quinn em casa. Comi tanto que arrotei sandes de ovo durante dois dias. Vimos Red Dragon, Les Misérables (o novo filme da chungaria francesa, não o clássico), Gremlins e Gremlins 2. Agora acabo a primeira season de Saiki Kusuo no Psi Nan, que é suposto ser uma comédia mas não tem assim tanta graça.

Supermercados ok. Na Auchan reunimos ingredientes suficientes para tentar recriar a salada mágica do Vitaminas. Hoje conseguimos sacar uma lasanha em promoção. Somos os mestres da promoção.

08 abril 2020

Secção Alameda/Areeiro - Semana #4

O portal para a outra freguesia


Não gosto de telefones!

Estou a começar a achar que a minha quarentena tem 3 sabores: picante, alhado (ou ambos) e doce. Estranhamente nem tenho dado assim tanto nos doces como esperava. Mas pão, queijo, leite e chá não podem faltar!

Já terminei The Mandalorian, que delícia! Adorei! Agora, indo contra os conselhos da minha amiga Tabby, estou a acabar de ver Chernobyl. Tinha de ver. Apesar de Portugal estar longe e a nuvem de radioactividade supostamente não ter passado os Pirinéus, lembro-me de acompanhar o acidente com atenção na altura e de ficar muito impressionada. Falando em catástrofes, mais ou menos na mesma época de Chernobyl, o vaivém espacial Challenger explodiu no ar durante o lançamento, e lembro-me de pensar como eram bonitas as imagens do acontecido. Desde então, sempre que algo igualmente impressionante acontece, volto a reparar que as imagens, embora trágicas, têm sempre uma beleza insólita, que não consigo deixar de ver. Durante esta pandemia, são as fotografias das cidades vazias, onde só faltam as plantas invasoras para serem o cenário de um livro de J.G. Ballard, um dos meus escritores de ficção científica preferidos, que tem andado, por razões óbvias, muito presente na minha cabeça.
Também resolvi incluir pelo menos 1 episódio de um anime na minha rotina Pó Calypsica, comecei por finalmente terminar de ver Sailormoon Crystal, faltam-me cerca de 10 episódios.

Eu sei que temos de estar presentes de alguma forma para a família e etc., mas detesto estar ao telefone e os telefonemas diários aborrecem-me. Esta é uma das muitas razões porque eu dificilmente me aguentaria mais que uns dias num emprego num call center. Deve ser a primeira coisa a atrofiar-me neste Pó Calypso.

Esta semana resolvi aventurar-me à freguesia vizinha para ir às compras, ao Lidl. Costumo ir ao Lidl pelo menos uma vez por mês, pois tem uma série de produtos que gosto, como espargos, os secos, o cappucino e o pão, entre outros.
A tasca da esquina estava com o movimento do costume: uns 3 ou 4 cá fora, num passeio que tem pouco mais de 1,5m de largura, não havia barreira à porta e pareceu-me que estavam mais uns quantos lá dentro... Giro giro foi quando passou um carro da polícia, que parou à porta da tasca, e pelo menos 2 das pessoas que estavam cá fora fugiram como as ciganas na Guerra Junqueiro nos anos 80! Ri-me tanto! Quando voltei ainda estavam mais pessoas cá fora... Isso explica os meus vizinhos do lado não pararem com o entra-e-sai diário, a tasca continua como de costume.
Pouco antes tive uma pequeno incidente à porta da loja de informática, onde fui para trocar o cabo HDMi (ninguém precisa de um cabo HDMi normal<->mini?). Quando cheguei, estava um senhor a ser atendido à porta, portanto fiquei à espera na distância de segurança. Eis que aparece um senhor, com a máscara mal colocada, a penca toda de fora, a cirandar à porta da loja, numa tentativa muito pouco velada de me passar à frente. O senhor que estava a ser atendido pediu-lhe que respeitasse a distância de segurança e o homem afastou-se a contragosto. Aproveitei para dizer que também estava à espera para ser atendida. Resolveu implicar comigo, que era obrigada a usar máscara (está um letreiro à porta a explicar que só entram pessoas com máscara), ao que respondi que não ia entrar na loja, apesar de ter uma máscara, caso fosse necessário (que aliás usei no Lidl e no comboio). Ainda resmungou, mas acabou por dar meia volta e foi-se embora, para entrar no prédio em frente! :D
Conclusão, apesar da clara quebra de movimento na rua e de haver menos carros, muitas das pessoas com que me cruzo não respeitam a distância de segurança e por vezes até são mal educadas.

Tanta obra pela cidade fora! No meu percurso do Alto do Pina à estação de Entrecampos, passei por pelo menos 3 prédios em obras de remodelação, mais um punhado de obras mais pequenas. Não percebo onde encaixam as obras nos serviços mínimos, sobretudo quando não vejo nenhum dos trabalhadores com equipamento sanitário, para além dos capacetes. Não me parece que quarentena signifique que se pode aproveitar para fazer obras, do mesmo modo que não é estar de férias.
Para compensar, entre o ocasional cheiro a lixivia, senti o petrichor no Jardim Fernando Pessa (onde também havia obras!).

Como estava mesmo muito carregada, decidi voltar de comboio (sempre armada com o meu fiel lápis com borracha na ponta para carregar nos botões), a carruagem vinha va-zi-a, foi um descanso. Desta vez foi bom verificar que as drogarias e casas de ferragens estão abertas, nestas alturas há uma certa tendência para as coisas avariarem, é bom saber isso. Ah! E fiz umas máscaras, cosidas à mão, porque a máquina avariou, com chita de flores, vermelha com bolinhas brancas e algodão branco com malmequeres azuis escuros. Se temos de usar máscara, ao menos que seja com estilo! Vou por o link para os moldes na coluna aqui ao lado.

06 abril 2020

Secção Cascais - Semanas 1# e 2#




Fazer anos em pleno período de quarentena é uma daquelas experiências que, não sendo o acontecimento mais doloroso do mundo, não se recomenda a ninguém. Mas, perante as adversidades causadas por um vírus impiedoso, não resta grande hipótese que não seja a de aguçar o engenho para contornar (ou, pelo menos, suavizar) a negritude desta insólita situação. Assim sendo, um pequeno bolo de bolacha caçado durante a primeira incursão a um supermercado desde a oficialização da pandemia passa a ser o bolo de aniversário possível. Sem velas reveladoras da idade nem cânticos de “parabéns a você”, o bolo pode não ter a pompa e circunstância de um brigadeiro gigante mas, ao menos, é saboroso - e, nestes dias cinzentos que correm, a pequena alegria de um bolo saboroso é um bálsamo imprescindível para a nossa sanidade mental.


Desde o arranque desta maldita situação em que todos estamos envolvidos, fui três vezes ao supermercado para fazer as compras ditas essenciais. O primeiro embate com as filas de prateleiras quase completamente esvaziadas é desolador, o açambarcamento deixa-nos com uma selecção limitada e insuficiente e a apreensão é visível nos rostos e expressões corporais de todas as pessoas que caminham pelos corredores. Na segunda semana, porém, as novas visitas correram muito melhor: com as raras excepções de alguns itens, as prateleiras já não se encontravam delapidadas e as pessoas, sem perderem o receio e cautela que são completamente naturais numa altura destas, comportavam-se, geralmente, de forma exemplar, seguindo as recomendações de distanciamento social à risca - e, sobretudo, sem cair em pequenas implicâncias e tricas. Há, apesar de tudo, mais civismo do que os cínicos gostariam de admitir.


Entretanto, eu e o meu irmão fizemos uma espécie de passeio inadvertido à beira-mar quando, ao deslocarmo-nos de carro pela Marginal com o objectivo de ir buscar uma pizza à Pizza Hut da Parede, acabámos presos num longo engarrafamento que nos atrasou a chegada em cerca de meia-hora. Razão para a enorme aglomeração de carros: operação STOP com vista a despistar quem estava a sair de casa pelas razões consideradas aceitáveis pelas autoridades das pessoas que achavam que a maior ameaça à saúde pública desde a gripe espanhola do século passado não passa de uma picuinhice. Apanhámos um pequeno raspanete do agente da polícia que nos mandou parar por sermos duas pessoas num carro a ir buscar uma pizza quando uma é suficiente. Porém, lá nos deixou passar e seguimos com a lição aprendida: evitar a Marginal nestes dias de quarentena, mesmo que a vista seja magnífica. Quanto à pizza, estava morna mas tremendamente comestível.


No Twitter, um amigo escreve que os dias começam e acabam num instante, mas demoram a passar - um paradoxo doloroso que tenho sentido na pele. Uma pessoa parece que passa a viver para preparar as refeições do dia, lavar a loiça, ver os noticiários monotemáticos e adormecer. Fala-se na importância da manutenção de rotinas, mas a verdade é que a pandemia impõe as suas próprias. Felizmente, a arte e o entretenimento existem para nos salvar do tédio e da dor causada pela lenta passagem do tempo. Para não cair num name dropping longo e fastidioso, fica aqui uma única e sentida recomendação: um anime absolutamente brilhante dirigido por Masaaki Yuaasa (realizador do maravilhoso “Devilman Crybaby”) que dá pelo nome de “Keep Your Hands Off Eizouken!” e que está disponível para streaming gratuito no Crunchyroll. Trata-se de uma série sobre três miúdas japonesas muito peculiares que formam um clube de animação na sua escola secundária e descobrem, aos poucos, as dificuldades e alegrias que acompanham a criação de uma curta-metragem animada. Um verdadeiro hino à imaginação e ao processo criativo, sem subplots românticos ou os típicos clichês que pululam em boa parte da produção contemporânea de anime, é daqueles títulos que nos fazem ter vontade de derrotar a inércia e começar a criar. Haverá algo mais apropriado para estes estranhos tempos que vivemos?  


26 março 2020

Secção Almada - Semana #2





Os velhos do Central têm uma relação poliamorosa que transcende a sua geração

Porque os velhos do Central continuam a ir ao Central. Agora a polícia anda a proibir os cafés de vender café, nem que seja em take-away. Penso que é para prevenir os ajuntamentos: de velhotes, de pessoal jovem, de pessoal a fumá-las e de pessoal a fazer vida de Almada em Almada.

Noites de quinta, sexta e sábado, bizarras. Ninguém nas ruas. Nenhum grito de excitação na distância nem os carros que aproveitam a faixa da Capitão Leitão para exibirem os alérones. Apenas pessoas como nós, que fogem de casa para tomar um café na máquina do Pica&Pica, tentando ao máximo manter uma distância de segurança de, no mínimo, um metro com os braços esticados.

Os chineses estão todos fechados, de férias. Logo agora que me fazia tanta falta ir ao chinês...

As cartas acumulam-se por baixo das portas das lojas e dos restaurantes. Alguns restaurantes começaram a vender mercearias à porta, juntamente com o take-away. Questiono-me se a Redentora tem take-away. Amanhã vamos tentar reproduzir uma salada do Vitaminas: tenho sonhado com elas.

Vi um filme de acção com o ArrePotter, chamado "Guns Akimbo" e vi o "Ghostbusters". Comecei Sakurasou no Pet na Kanojo, que está a ser muito mais interessante do que pensava (quando um anime tem "pet" e "kanojo" da mesma frase uma pessoa fica logo com medo).

Tenho falado com a minha mãe pelo Whatsapp. Temos tido ensaios de teatro pelo Zoom. A isto eu chamo "o processo do covido".

19 março 2020

Secção Almada - Semana #1

 
Eu gostava de usar a máscara, mas com ela não consigo respirar

O Estado de Emergência é declarado e a questão que fica é? Posso trabalhar? Devo trabalhar? A resposta está prestes a chegar e tudo indica que profissionais da minha área ficarão equiparadas aos profissionais de saúde e outras emergências. Sinto-me bem em ser uma pessoa de emergência. Mas tenho medo que me possam escalar para limpar ambulâncias ou algo do género. Pode sempre acontecer.

Em Almada tudo continua igual. Hoje tive de tomar café na máquina do Pica&Pica porque o Minipreço tinha fila. É o único café aberto nesta rua inteira. Observamos atentamente a janela para ver quando o Minipreço é reabastecido. Ontem não havia pizzas e tive de encomendar uma. O senhor motoboy vinha sem máscara e sem luvas.

Não há carne e não há areia de gato. As pessoas obedecem à distância de segurança, cumprimentam-se com o cotovelo. Tossem para aquele espaço entre o braço e o antebraço, a que eu chamo de "avesso do cotovelo". Vamos passar a ser uma civilização de cotovelos e isso agrada-me, de certa forma.

Terminei uma season aleatória de Haikyuu, em que demoraram dez episódios para mostrar um jogo de volley. Agora estou a ver Fate Kaleid Liner Prima Illya. Quem diria que Fate com meninas mágicas seria giro.

Continuo a ler o Manual Técnico dos Produtos Alimentares. Estou a aprender a fazer enlatados, o que é uma vantagem nos momentos que decorrem. Estou a lê-lo devagar porque as idas à esplanada estão condicionadas. Ainda assim, milhões de velhotes jogam domino no Central.

Tenho estado a editar textos. Depois das minhas sestas é altamente relaxante.

Consegui falar com o meu pai. Está vivo, apenas ficou sem bateria no telefone durante quatro dias.